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quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Entrevista, Gravações, Música, Sem categoria | 06:12

Fred e Gustavo: “O artista, além de estar onde o povo está, tem que cantar o que o povo quer”

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Fred e Gustavo no estúdio de Ivan Miyazato, onde gravam o novo CD

Eles se conheceram em 2005, mas o encontro não foi o primeiro contato com música sertaneja. Com histórias de vida bem parecidas, Fred e Gustavo já estavam envolvidos com o movimento desde crianças. Ainda em casa, tiveram como professores seus próprios familiares. “A mãe do Gustavo canta e minha mãe também. Meu avô tocava sanfona. As mulheres da família do meu pai sabem fazer segunda voz, cantam também. E a família do Gustavo também é assim. A música sertaneja está na nossa veia desde criança”, conta Fred, que começou a tocar nos bares de Itumbiara aos 13 anos de idade.

Seu primeiro parceiro musical se chamava Wilson, mesmo nome do par de Gustavo em sua primeira dupla. Goaianos (Fred é de Itumbiara e, Gustavo, de Morrinhos), ambos são apaixonados por clássicos sertanejos. “A gente sempre escutou muito sertanejo mesmo, sertanejo raiz. Trio Parada Dura, Rionegro e Solimões, Chrystian e Ralf, Zezé Di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone…”, enumera Gustavo, que não perde as contas apenas de seus ídolos, mas também de quantos empregos teve antes de se dedicar por completo à música sertaneja. “A gente sempre teve outros empregos, outro trabalho, mas a música sempre veio em primeiro lugar”, conta.

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Com essa bagagem sertaneja, Fred e Gustavo surpreenderam ao soltar a voz em um momento entre amigos na Festa Nacional da Música, que aconteceu no último mês em Canela (RS). A dupla chamou a atenção de outros sertanejos por resgatar clássicos sem titubear, apesar da pouca idade (ambos estão com 24 anos). “Foi muito bom ver a galera toda reunida lá, Mauricio e Mauri, Edson e Hudson, que na minha formação musical, tem uma importância muito grande”, afirmou Fred. O músico contou que no início da carreira já foi confundido como autor de muitos hits de Edson e Hudson. “Na hora que comecei a fazer bar lá em Itumbiara, como conhecia as músicas deles antes de todo mundo, começava a cantar e o pessoal achava que eram minhas as músicas. Porque ninguém conhecia”, se diverte Fred.

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iG: Vocês começaram cedo, mas tiveram outros trabalhos antes da música. Por onde passaram antes da dupla?
Fred:
O Gustavo sempre foi mais trabalhador do que eu (risos)

Gustavo: Nossa! Trabalhei em lugar demais. Comecei com 12 anos. Minha prima tinha uma lojinha de bicicleta, e eu consertava, arrumava roda, coisas assim. Depois fui trabalhar em um lugar que fazia vassouras. Ganhava R$5,

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R$ 10, por semana e tava bom demais. Depois eu fui trabalhar no gás, na farmácia, no cachorro-quente, que fui mandado embora (risos). Eu comia os cachorros-quentes. Vendia 12 e comia oito… (risos). Mas foi bom, comecei a trabalhar muito novo porque meu pai sempre falou para eu defender o pão, para dar valor mesmo. Me ensinou a ter dinheiro no suor.

Fred: Eu não trabalhei assim, não. O primeiro dinheiro que ganhei foi com música. Comecei a tocar violão com 11. Com 12 arrumei um parceiro, o Wilson. E a gente só ensaiava, não fazia show. Aí o pai dele comprou um som pra gente, e começamos a pegar um, outro show, mas é difícil porque lá em Goiás tem muito cantor que faz boteco, e até você entrar no mercado demora. Com 15 anos eu queria ganhar um dinheiro maior. Falei, ‘vou ter que trabalhar mesmo’. Aí tinha um amigo que trabalhava num depósito de papel. Separava garrafa Pet, papelão, nesse segmento de reciclagem. Trabalhei uma quinzena e falei: “isso não é para mim, não” (risos). Eu sou é músico, mesmo.

iG: Decidiu se dedicar só a música a partir daí…
Fred:
Me dediquei a violão e voz e caí na música mesmo. Comecei depois a ganhar um dinheiro bom, ajudar em casa. Meus pais eram separados e, até hoje, moramos eu, minha mãe e minha irmã. Desde os 13 anos de idade não dou despesa para minha mãe, eu ajudo em casa. Comecei a ganhar dinheiro e vi que não precisava trabalhar com serviço pesado. Eu usava o dom para ganhar uma grana e ajudar em casa.

iG: Em uma entrevista que deram para o iG, alguns leitores criticaram a falta de estudo de música, pois vocês comentaram que não fazem sertanejo universitário, pois nem faculdade fizeram…

Fred: Eu tenho até a oitava série, nunca nem fui universitário, nem de escola mesmo. Apesar de a gente começar a cantar na explosão do sertanejo universitário, a gravar CD na explosão do sertanejo universitário, a essência nossa é mais sertaneja mesmo do que outro estilo.

iG: E é isso o que vocês mais gostam de tocar mesmo? O sertanejo raiz? Porque a nova música de vocês é um arrocha, que é mais voltada para o sertanejo universitário…
Fred:
É, é mais voltada para o que o povo quer hoje. A gente, por estar na estrada, ver o que o povo quer, não tem como você sobreviver sem fazer o que o povo quer. Você acaba dando seu molho, pondo sua cara na música, que acaba ficando gostosa. E foi o que aconteceu com “Ela tá dançando”.

Confira o clipe de “Ela tá dançando”, nova música de Fred e Gustavo:

iG: Até o início do ano vocês estavam com Victor e Leo, no escritório deles. O que a dupla agregou na carreira de vocês e por que vocês saíram de lá?
Gustavo:
A gente aprendeu muito lá com eles. A gente só saiu de lá pra criar nossas próprias asas, tomar conta de nossa carreira. Abrimos nosso próprio escritório agora, em Goiás, que a gente está muito feliz. Mas eles agregaram muito, aprendemos muito. Trabalhamos muito bem juntos.

Leia também: Victor e Leo: “O mercado sertanejo, hoje, é uma prostituição absoluta”

iG: Eles chegaram a dar conselhos pra vocês?
Fred:
Várias vezes.

Gustavo: Principalmente o Leo.

Fred: Apesar de a gente ser novo, a gente já tem uma certa bagagem por termos começado novos demais. Ao mesmo tempo, apesar de ter uma certa bagagem, a gente é novo demais (risos). A gente tem que aprender bastante, e aprende todo dia. Deus se encarrega de colocar as pessoas certas nas nossas vidas pra ensinar e preparar a gente para o que está para vir.

iG: Muita gente critica novas duplas, julgando que não tocam o sertanejo raiz, antes mesmo de conhecer o trabalho. Isso que você falou, de ser novo demais, também dificulta para entrar no mercado por conta desse preconceito?
Gustavo:
Por hoje o mercado da música estar muito rápido, reciclando rápido demais, acaba que o artista não mostra todo seu trabalho, sua origem. Mas é uma grande escola para nós. A gente convive muito com o pessoal que gosta de sertanejo antigo, raiz.

Fred: Tenho um apego muito grande por pessoas mais experientes, não vou dizer velha não. Gosto muito de conversar, ficar sabendo das coisas. Às vezes, uma frase que eles falam, já te ajuda a vida inteira, é muito bom.

Confira o clipe de “Sem você aqui”, que faz parte do DVD “Então Valeu”, de “Fred e Gustavo”:

iG: Com o aumento da fama, vem junto o assédio feminino. Como é isso pra vocês?
Gustavo:
A gente não é famoso ainda não (risos). Mas têm as fãs que gostam demais do nosso trabalho. Hoje muita coisa mudou. Você chega no hotel, já tem uma galera te esperando. Acaba o show, a gente fica mais de duas horas atendendo a moçada. E isso é legal, porque a gente considera uma torcida para nós. Tem algumas meninas que homenageiam a gente com tatuagem.

Fred: Tem uma que tatuou na perna uma parte de uma letra de uma música.

Gustavo: Tem uma que tatuou na bunda também…

Fred: (risos) eu não queria falar, mas… (risos). O legal é que não é só o assédio que aumenta. É o relacionamento, que eu acho que é uma das coisas mais importantes.

iG: Em Canela, uma garota pediu uma foto com você, Gustavo, e perguntou se você era o Hugo ou o Thiago. Além dessa história e da tatuagem que você acaba de contar, quais outras situações inusitadas vocês já passaram?
Gustavo:
(risos) Verdade!!!

Fred: O Gustavo tem várias pessoas parecidas. Ele parece com o Thiago, do Hugo e Thiago. E na juventude, o Gustavo tinha o cabelo grande, era a cara do Fiuk, filho do Fabio Jr.

Gustavo: Quem me dera… Fábio Jr. é um grande ídolo. Mas assim, situações acontecem. É muita estrada. De vez em quando cai um roadie do palco (risos). Sempre a gente faz a medida do palco e mais um backstage pra galera ficar trabalhando. E nesse dia montaram só o palco. O roadie entregou o violão e, no que ele foi voltar, sumiu. Caiu. Passou um tempo, olhei pra entregar o violão de volta, cadê? Depois ele foi contar…estava todo ralado.

Fred: O Gustavo perguntou pra uma menina: ‘e aí, o que achou do show?”. Ela respondeu: “achei um velhinho caído embaixo do palco” (risos).

iG: E o novo CD, quando sai? Quais as surpresas?
Gustavo:
CD sai no final do ano. Provavelmente, na primeira quinzena de dezembro já esteja aí para a galera curtir. E a gente está muito feliz com esse trabalho, porque a gente está fazendo um pré-DVD. A gente vai gravar um DVD ano que vem e estamos trazendo um repertório incrível, com muito carinho.

iG: Como será esse DVD? Onde será gravado?
Gustavo:
O DVD a gente ainda não pode afirmar onde vai ser. Mas já tem alguns lugares…

Fred: O principal seria em Belo Horizonte, na capital mineira. É uma ironia, porque apesar de sermos goianos, e amar Goiás, Deus sempre levou Fred e Gustavo para Minas Gerais. E goiano e mineiro é tudo farinha do mesmo saco.

Gustavo: É uma galera que recebe a gente com muito carinho, a gente fica muito feliz. Mas a gente está pensando ainda. Será provavelmente em março. Então até lá a gente vê o que Deus está preparando para nós.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Stefany 21/11/2012 21:15

    Que orguuulho dos meus meninos :’) Poderia ter mais perguntas, mais adorei mesmo assim

    Responder
  2. 52 Marcia Fernandes 21/11/2012 18:59

    Esses meninos dão show no palco cantando as músicas que eles compõem, e tem muito sucesso com outros artistas tbm….e fora do palco tbm dão show de carinho e simpatia para com as fãs….

    Responder
  3. 51 Maryane Carolyne 21/11/2012 13:01

    amei a entrevista so acho que deveriam ter perguntado mais algumas coisas

    Responder
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