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terça-feira, 5 de novembro de 2013 Lançamento | 20:46

Leonardo: “É muito difícil relembrar tudo o que aconteceu com meu irmão”

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Leonardo (Foto: AgNews)

Leonardo (Foto: AgNews)

“Obrigada, Leandro”. Foi assim, trocando o nome de Leonardo com o do irmão, que uma das assistentes do evento de lançamento do livro “Não aprendi dizer adeus” encerrou uma das entrevistas com o cantor. Ela não percebeu a gafe, mas Leonardo se divertiu e contou que, ainda hoje, mesmo 15 anos após a morte de Leandro, a confusão é comum. “Às vezes, vão anunciar a minha entrada no palco, e chamam de Leandro. O cara vê o cartaz do meu show a semana inteira e erra o nome”, relata o cantor, que segundos depois se sentava à mesa da livraria para autografar ao menos 400 livros de fãs que pegaram senhas numeradas para a fila. A primeira delas, chegou ao local às 5h30 desta terça-feira (05), sendo que o evento estava marcado para às 18h na Livraria Saraiva, do Shopping Center Norte, em São Paulo.

Leonardo, então, conta que essa aglomeração apaixonada de fãs é um dos fatores que não o deixa desistir da carreira. No livro, por muitas vezes, o cantor demonstra estar nesse caminho artístico muito mais pelo irmão do que por ele. Mas garante que não é apenas a lembrança de Leandro que o prende nos palcos. “Muitas coisas me prendem. Um dia como hoje, eu não esperava que viesse esse tanto de gente. Nunca pensei que um dia eu fosse autografar livro. Mas taí. Quem for ler esse livro e estiver começando a carreira, se se inspirar nele, vai se dar bem na vida. É uma história de pessoa simples”, afirma o cantor, que garante já estar bem mais livre na carreira, sem tantas amarras e obrigações como no passado. “Hoje a gente faz o tanto de show que a gente quer, tem tempo de ver os meninos crescerem, que é menino demais da conta”.

“Por mim, não conto nada para ninguém”

Leonardo garante que o livro escrito por Silvio Essinger em cima dos depoimentos do cantor, não era uma vontade dele. E, com naturalidade, revela que preferia seguir com as histórias guardadinhas, embora muito de sua vida seja um livro aberto, por conta da fama. “Não deu vontade de contar história nenhuma. Foi esse povo que veio pra eu contar. Por mim, não conto nada para ninguém. Guardava tudo para mim. Mas se for para contar e não florear, eu conto. Contei, e tá tudo aí”.

Para ele, a parte mais difícil foi relembrar a morte do irmão, Leandro, em 1998. Entre a descoberta do câncer no pulmão e a partida do sertanejo, foram 63 dias, relembrados em cerca de 50 páginas do livro. “É muito difícil, para mim, relembrar tudo o que aconteceu com meu irmão. Às vezes o povo fala: ‘poxa, mas já se passaram 15 anos’. Mas, para mim, é como se fosse ontem. Porque o tempo passa muito rápido e o que vivi foram coisas que ninguém viveu. Eu que estava junto, vi tudo. Vi o sucesso que foi a dupla e, de repente, ser embargado no meio da carreira. Meu irmão tinha 35 anos de idade, e quando chegou a hora de colher os frutos dessa plantação, ele não teve essa oportunidade”, afirmou o cantor, que disse ainda que o livro foi bom para desapegar um pouco do irmão, que, de certa forma, ainda se fazia muito presente.

Essa presença também era constante nos sonhos de Leonardo. “Hoje não mais. Depois da morte do meu irmão, eram muitos sonhos, sonhos reais. Mas sempre bons, nunca ruins com ele. Hoje está tranquilo. De vez em quando sonho com ele. Mas acho que ele descansou, e por isso não sonho mais tanto”.

Mulheres e futuro

Apesar de falar tanto da vida quanto da carreira do cantor, o livro não traz lembranças sobre as mulheres que passaram ao longo dos anos por Leonardo, embora, nos primeiros capítulos, ele relembre o alto número de fãs que começaram a correr atrás dele. “O livro é da minha história, não das mulheres. Se for botar num livro nome de mulher, vai ficar da grossura de uma bíblia, só de nome de rapariga, de mulher. Então falo só da minha história e do meu irmão. Mulher não pode falar muito não, porque elas processam a gente”, se diverte ele, explicando o motivo da ausência dos nomes femininos.

“Leonardo – Não aprendi dizer adeus” é uma forma de celebrar os 50 anos do cantor, que garante nem imaginar como serão suas próximas cinco décadas. “Com essa vida louca do jeito que está, a gente não pode planejar nem o que a gente vai fazer semana que vem. O que a gente faz hoje é pensando nos filhos, pensando nos familiares. Se eu morresse amanhã, estaria muito feliz e contente com tudo o que aconteceu na minha vida”.

Leonardo (Foto: AgNews)

Leonardo (Foto: AgNews)

Leonardo (Foto: AgNews)

Leonardo (Foto: AgNews)

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3 comentários | Comentar

  1. 53 madalena 06/11/2013 6:57

    vou lê seu livro Leonardo, eu gosto muito de suas músicas e agora vou saber mas da sua vida mas do que eu já sei. kkkkk

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  2. 52 Igor Gomes 06/11/2013 6:20

    R-I-D-Í-C-U-L-O Foi a atuação da Livraria Saraiva e também a produção dele, SE o LEONARDO É UMA PESSOA PUBLICA, PORQUE COLOCAREM ELE EM UM RECINTO FECHADO ONDE SOMENTE ALGUMAS PESSOAS PUDERAM VER E TAMBÉM OS SEGURANÇAS FAZIAM PAPEL DE TROPA DE CHOQUE, MAL EDUCADOS COMO SE DISSESSEM,(SOMOS AUTORIDADE AQUI)
    ELE PRECISA DE NÓS PRA GANHAR O PÃO, SENÃO NÃO PASSARIA DE UM CATADOR DE TOMATE EM GOIAS. LAMENTÁVEL

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  3. 51 neilo eustaquio filho 05/11/2013 21:20

    …. Uma característica do Leonardo é a autenticidade !

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