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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 Crowley, Mais Tocadas, Mercado Sertanejo, Música | 17:27

Victor Chaves: “Acho que o gênero sertanejo, se ele existe, vai de mal a pior”

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Victor e Leo se apresentam no Citibank Hall, em São Paulo (Foto: Caio Duran/AgNews)

Victor e Leo se apresentam no Citibank Hall, em São Paulo (Foto: Caio Duran/AgNews)

Victor e Leo iniciaram nesta quinta-feira (12) mais uma turnê em São Paulo. Serão, no total, quatro shows no Citibank Hall (antigo Credicard Hall), com novos palco e repertório. Entre as canções, estão as já conhecidas “Boa sorte pra você”, “Fada” e “Deus e eu no sertão” e as novas “Amor.com”, “Conheço pelo cheiro” e “Na linha do tempo”.

Além dos hits que empolgaram a plateia, a apresentação contou com um divertido momento em que Leo errou a letra da canção “Vamos fugir” e um emocionante pedido de casamento no palco protagonizado por um casal de fãs da dupla.

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Antes de subir ao palco, a dupla falou sobre a pesquisa do Ibope que mostra que a música sertaneja é a mais ouvida pelos brasileiros atualmente. “Isso já tem há muitos anos. Vejo a música sertaneja como sendo uma página muito forte dentro da cultura musical brasileira. O que acontece é que públicos novos vem indo a eventos da música sertaneja. Aconteceu uma renovação. Acho ótimo”, afirmou Leo. O cantor acredita ainda que a música sertaneja tem se misturado, cada vez mais, com outros ritmos. “Vejo a música brasileira cada vez mais universalizada. Acho bom para a cultura de forma geral”, afirmou o cantor.

Ele ainda relembrou uma conversa que teve recentemente com o cantor Renato Teixeira sobre o assunto. “Ele falou que os artistas do meio precisam se unir mais e aproveitar isso de uma forma bacana. Vejo isso com bons olhos”.

Victor discorda, não só do irmão, quanto do resultado da pesquisa em si. “Acho que o gênero sertanejo, se ele existe, vai de mal a pior. Talvez seja um dos gêneros menos explorados atualmente. Acho que a música sertaneja é a menos ouvida no país. Se você disser, ‘Na linha do tempo’, que está em primeiro lugar (nas mais tocadas). Não é música sertaneja. Se alguém disser: ‘ah, é música sertaneja evoluída’. Não, não é. É música romântica pop. Isso tem que ser assumido”, apontou o cantor, que citou “Tudo bem”, outra faixa do álbum “Viva por mim” como uma faixa que conta com a vertente do sertão.

“Aquilo que traz o sertão e tem uma vestimenta da viola caipira, ou do violão rasqueado, do caboclo, essas coisas todas misturadas, formaram um gênero chamado sertanejo. E depois as duplas vieram cantando outras coisas. Ou continuaram com o romantismo, mas cantando outras coisas, pop, rock, soul. Victor e Leo é isso, é uma mistura. A gente não tira o pé do sertão e sempre mantém alguma coisa na vertente, mas ‘Borboletas’ e outras coisas mais não são música sertaneja”.

Victor ainda finalizou sua opinião sobre o momento da música sertaneja defendendo que “as canções sertanejas são uma coisa e aquilo que é chamado de sertanejo, é outra”.

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Apostas femininas

Outro tema abordado com Victor e Leo antes do show foi a aposta deles em mulheres na música sertaneja. Depois de contarem com a participação de Nice no premiado álbum “Ao Vivo em Floripa”, Leo agora se dedica à produção do álbum de Lucyana. A dupla conheceu a cantora quando se apresentava nas noites de São Paulo e voltaram a se reencontrar em 2012 quando selaram uma parceria. “A Nice é uma cantora que a gente teve a oportunidade de conhecer no interior. Teve uma participação no DVD de Floripa e o Victor produziu o CD dela. A Lucyana é uma conhecida nossa há muitos anos e já era uma pessoa com quem a gente tinha contato. Quando a vi ano passado, fiquei surpreso do tanto que ela tinha evoluído como cantora”, relembrou Leo, que começou a produzir o álbum da cantora, previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2014.

Enquanto isso, Nice aguarda a chegada de seu álbum no mercado. “O disco está pronto. Há uns quatro meses ele já está masterizado. Demora para quem está aguardando ou tem alguma expectativa. Mas para nós, está dentro de um tempo natural. E a gente precisa também saber a hora certa de lançar isso porque é preciso uma gravadora. E não basta que a gravadora lance, ela tem que apostar. Senão vira um produto engavetado. Estamos com planos prósperos para ela, acreditamos no trabalho dela”, afirmou Victor, explicando o motivo de o CD ainda não estar no mercado.

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