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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 Mercado Sertanejo, Música | 10:00

Gabriel Gava sobre carnaval: “É uma data boa. Pode vender o show mais caro”

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Gabriel Gava (Foto: Divulgação)

De olho no carnaval, Gabriel Gava lançou a música “Fogo na rachada”. A canção não deve ser trabalhada em rádio, pois tem o foco específico da folia e deve ser apresentada incansavelmente nos shows que o cantor faz durante este carnaval: no dia 14/02, em Caldas Novas (GO), e no dia 15/02, em Ouro Preto (MG).

Aliás, falando em carnaval, o cantor afirmou que a data é muito boa para o sertanejo, por diversos motivos. “Você pode vender o show mais caro. Acho que o sertanejo tomou uma boa parte dessa cultura carnavalesca. Não só o axé. Antes, era só o axé que acontecia nessa época. Hoje o sertanejo tomou um pouco dessa parte, pelas músicas estarem tocando em todos os lugares do Brasil e estar na boca do povo. Acho que quem pede aí é a população e, não, quem contrata”, analisou o cantor, que está com o sucesso “Na mesa do bar” rolando nas rádios.

Para Gava, essa inserção do sertanejo do carnaval, em especial no da Bahia, surgiu com a entrada do arrocha no ritmo. “Agregou o sertanejo e o arrocha. Aí ficou forte para o lado da Bahia, do Nordeste. É uma coisa boa, porque os baianos gostam do arrocha e, agregando com o sertanejo, acabou que eles também começaram a curtir o sertanejo ou tomar uma percepção diferente para o sertanejo”, afirmou.

De olho no púbico da folia, Gava explica que faz uma pequena alteração em suas canções. “Quando vai fazer o carnaval, a gente vai fazer nossas músicas em elétrico, como é denominado quando o som é feito em cima do trio, como o sertanejo elétrico. Eles aceleram o beat para que as músicas fiquem mais aceleradas e mais dançantes”, explica o cantor, que também tem inspirações do axé em sua carreira. “Sou capixaba, do interior do Espírito Santo, e lá, o axé sempre foi muito forte. Quando eu tinha meus 13 e 14 anos de idade, o axé era muito evidente. Então, quando eu subia no trio para fazer um Carnaval ou só uma passagem, sempre tocava o axé também”.

O cantor acredita que, ainda assim, o axé não perdeu seu espaço no mercado. “Cada um tem seu espaço. O sertanejo só cresceu um pouquinho mais. Em janeiro e no carnaval, o axé é mais evidente que o sertanejo”, afirma Gava, que tem Ivete como grande exemplo do ritmo baiano.

Leia também: Sertanejo no quintal do axé: a festa baiana ao ritmo da sanfona

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2 comentários | Comentar

  1. 52 André 11/02/2015 7:00

    A verdade incomoda, não é?

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  2. 51 André 10/02/2015 15:29

    Lixo! O carnaval tem se tornado chato, massante, insuportável. Além de o axé ter se deteriorado desde a década de 80, nos punindo com “músicas” cada vez mais péssimas e sem o mínimo sentido, ainda entraram os tais sertanejo universitário, que de sertanejo nada tem, o funk, que é o Miami Bass tupiniquim na verdade, e o famigerado arrocha, que dispensa comentários pela falta de adjetivos que descrevam sua ruindade. Além disso é ex- BBB pra cá, ex-Panicat, pra lá, uma valorização do fútil e do medíocre como se fosse o supra-sumo da “cultura” e da música nacionais. Agora é só dinheiro, os samba enredos são deprimentes, paga-se cada vez mais pra ser destaque em escola de samba e pra ser famoso no carnaval. A salvação são os pequenos carnavais de bairro, os tradicionais de marchinha, onde só o que se quer é brincar em paz.

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