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quinta-feira, 6 de junho de 2013 CD, Clipe, Crítica, Lançamento | 20:30

Solimões: “Música é que nem jiló, tem muita gente que não ouve por preconceito”

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Rionegro e Solimões (Foto: Divulgação)

Rionegro e Solimões lançaram na tarde desta quinta-feira (06) o clipe de “Romântica” (assista abaixo), canção que já está tocando nas rádios e que fará parte do próximo CD da dupla. Solimões contou ao iG que a escolha da canção como novo trabalho em vídeo não teve nenhuma influência do mercado sertanejo, que tem mostrado muito mais romantismo do que o visto em 2012. “Gravamos e lançamos porque achamos a música linda”, explicou o cantor, que ainda comentou as críticas feitas por Victor Chaves sobre as atuais duplas. “Música e novela são feitas baseadas no que o povo está vivendo. Mesmo que eu não curta, tenho que respeitar. Eles cantam o que o povo faz”, comentou Solimões.

Em 2014, Rionegro e Solimões completam 25 anos de carreira e já pensam em um trabalho para celebrar. “Temos um projeto, que está só na nossa cabeça, de gravar um DVD para comemorar”, comentou. Enquanto não se confirma a gravação, eles seguem na estrada com cerca de 90 shows por mês. “Não queremos passar de 100, porque fica cansativo, e menos de 80 é preocupante”.

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iG: Qual o perfil do próximo CD? Seguirá a linha da canção “Romântica”?
Solimões:
A linha do Rionegro e Solimões é a mesma desde 1997. Procuramos nos manter no mesmo ritmo. Somos uma dupla sertaneja, mas já gravamos rock e outras maluquices. Para este CD, vamos manter o padrão romântico e dançante. O que podemos mostrar é nossa evolução dentro da música, sem perder nossa característica que é de modas doídas por um lado e animadas do outro, como ‘Bate o Pé’. A música diz o que o povo está vivendo. Antes se falava de carro de boi. Hoje os assuntos são outros.

iG: Quantas faixas terá o CD e quando será lançado?
Solimões:
Já temos três músicas gravadas. Ainda não sabemos quantas faixas serão. Só saberemos depois que gravarmos, porque sempre aparece uma música na última hora e que pode nos conquistar. Aí o jeito ou é derrubar uma para colocar ela no lugar, ou aumentar o número de faixas. Mas acho que vai ser entre 10 e 12 canções. A previsão de lançamento… é muito difícil marcarmos uma data, porque não tem nada que atrase mais que um disco, mas acho que nos próximos dois meses será lançado. Pode esperar até o comecinho do próximo semestre.

iG: Aproveitando a nova canção, o mercado está apostando muito nas românticas, mudando muito o cenário que foi visto no ano passado. O lançamento desta faixa é pensando nisso?
Solimões
: Eu e o Rionegro gostamos de mostrar para o povo aquilo que a gente acha que tem a nossa cara. Gravamos e lançamos porque achamos a música linda. Até porque se seguíssemos a linha de que música romântica está na moda, eu ia ficar muito perdido no palco, porque eu interpreto e danço bastante no palco e brinco. E fazer palhaçada com música romântica fica ridículo. E temos uma missão de achar o caminho de agradar o púbico que gosta de música dançante e de quem gosta de música romântica.

iG: Esse ano, estão lançando o CD. O próximo trabalho já será pensando em algo comemorativo aos 25 anos da dupla?
Solimões:
No ano que vem vamos fazer 25 anos de carreira. No dia 1º de abril de 1989 lançamos o primeiro disco. Temos um projeto, que está só na nossa cabeça, de gravar um DVD para comemorar. Mas como as mudanças são muito rápidas, tudo pode mudar.

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iG: Vocês já são renomados no mercado, já gravaram com muita gente. Mas existe algum sonho ainda de parceria?
Solimões:
O meu sonho é estar no meio de grandes artistas, mas não tenho alguém especial que eu gostaria de gravar. Chitãozinho e Xororó foi muito legal. A gente queria ser amigos deles e sermos convidado para participar do DVD de 40 anos deles foi um sonho, uma emoção enorme. E participar do “Emoções Sertanejas”, com Roberto Carlos, também foi muito legal. Mas nosso negocio é correr atrás e trabalhar. Porque, quando as parcerias acontecem como surpresa, é muito mais gratificante do que quando a parceria é uma meta…

iG: Recentemente, Victor Chaves fez algumas críticas ao mercado, dizendo que as atuais duplas sertanejas só tocam lixo e pornografia. Como você analisa o mercado atual?
Solimões:
Eu curto muito o trabalho do Victor e Leo. Acho que a música sertaneja só cresceu desde o dia que eu nasci, ela só evoluiu e foi conquistando o público. Música e novela são feitas baseadas no que o povo está vivendo. Mesmo que eu não curta, tenho que respeitar. Eles cantam o que o povo faz. Quando começamos com as músicas agitadas, tipo “Bate o Pé”, fomos respeitados e os que criticaram nos fizeram abrir os olhos e melhorar. Sou de outra geração e o que essa rapaziada canta é o que está rolando hoje na vida das pessoas, então tem que respeitar. Tem muita coisa boa, mas eu só vou dizer uma coisa: uma das músicas mais lindas dos últimos tempos se chama “Prefácio” (de João Carreiro e Capataz). Música é que nem jiló, tem muita gente que não ouve por preconceito e quem faz música boa vai ficar para a história.

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domingo, 2 de junho de 2013 Crítica, Mercado Sertanejo, Música | 11:45

Victor Chaves: “As duplas atuais cantam muito lixo e pornografia musical, que faz mal para as novas gerações”

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Victor Chaves (Foto: Claudio Augusto/Foto Rio News)

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Não é a primeira vez que o cantor Victor Chaves faz uma crítica ao cenário da música sertaneja atual. Há cerca de um ano, o cantor afirmou que a música sertaneja, hoje, é uma prostituição absoluta. E agora, talvez por estar recém-casado e mais preocupado com o lado família, Victor voltou a fazer suas críticas e não poupou comentários para definir  algumas composições atuais, que ele considera prejudicial para as novas gerações.

A declaração do sertanejo foi feita baseada em um recente comentário de José Rico, parceiro de Milionário, e um dos ídolos de Victor e Leo. “José Rico fez uma declaração dizendo que a música sertaneja não é música pornográfica. Existe uma pornografia presente na música atual chamada sertaneja, e eu concordo com ele. Acho que a maior parte das canções das duplas atuais eu não deixaria filho meu ouvir e já relatei ao Leo para que, sobrinhos meus e filhos dele, não ouçam”, declarou o músico, antes de se apresentar no Country in Park, evento realizado nesse sábado (01), no Hopi Hari, no interior de São Paulo.

Victor, que há alguns anos segue no topo da lista de compositores que mais faturam no Brasil, afirmou ainda que qualquer tipo de sentimento pode ser expresso através da arte de uma maneira respeitosa e, por isso defende: “Pornografia em canção ou sensualidade excessiva, não é para criança ouvir. Não faz bem aos ouvidos de ninguém. Acho que as duplas atuais cantam muito lixo e pornografia musical, que faz mal para a criançada e para as novas gerações”.

O cantor também falou sobre a relação beleza e talento musical, que, segundo ele, não precisam caminhar juntas. “O importante é ter essência. Se a pessoa tem uma beleza cativante e canta pouco, talvez a beleza aos olhos dos outros vá compensar a falta de arte. Mas acho que se tem muita arte, não precisa ser bonito. Só precisa abrir a boca para cantar e pronto”, afirmou Victor, que ainda fez uma análise sobre “ser bonito” quando se está à frente dos holofotes. “Pegou um violão, acendeu a luz e subiu no palco, ficou bonito. Aprendi isso muito cedo. Eu mesmo. Minha popularidade na escola veio toda quando comecei a cantar”.

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