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sábado, 3 de novembro de 2012 Arrocha, DVD, Gravações, Show | 11:42

Precursor do arrocha fala sobre inserção do ritmo no sertanejo: “Se fosse ruim, não estaria sendo cantado por outros gêneros”

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Claudia Leitte participa de gravação de DVD de Pablo em Salvador (Foto: Milene Cardoso / AgNews)

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Arrocha: Uma expressão nas pistas de dança da Bahia que se tornou influência musical no sertanejo. O ritmo vem embalando canções de grande parte de duplas e artistas solo e se tornou quase obrigatório no repertório dos sertanejos. Pablo, precursor do arrocha, diz se sentir um pouco responsável por essa nova onda, que chegou a gerar já um movimento: o arrocha universitário. “O arrocha que está surgindo no sul, como o ‘Camaro Amarelo’, músicas de Gusttavo Lima, Michel Teló, que fazem aquele arrocha mais para frente, não é o arrocha da Bahia. Mas fico feliz, porque é sinônimo de que é uma coisa boa. Se você está gravando, cantando, é porque é uma coisa bacana. É uma música que está contagiando. Se fosse ruim não estaria sendo cantado por outros gêneros”, comentou o cantor, que acredita que a inserção do arrocha no sertanejo ajudou a fortalecer os dois ritmos. “O espaço está aí para todo mundo. A gente tem nosso público, sertanejo tem o público deles. O Michel Teló gravou música de Pablo, grandes artistas também gravando em ritmo de arrocha. Isso só serviu para fortalecer. Todo mundo crescendo junto”.

Pablo, que já tem 12 anos de carreira, gravou na noite desta quinta-feira (01) seu quarto DVD de carreira e primeiro com a nova gravadora, a Som Livre. Sem o balé com o acompanha nas turnês no palco, Pablo lotou o espaço com as participações especiais de Claudia Leitte, Daniela Mercury, Tatau, Fátima Leão, Gaby Amarantos, Alinne Rosa e Marcos Antônio. E, nos bastidores, lamentou não poder cantar ao lado de Zezé Di Camargo e Luciano, dupla que influencia a carreira do cantor. “Não tive a oportunidade de convidá-los, mas vou para o Cruzeiro É O Amor, participar dessa viagem maravilhosa”, comemorou Pablo, que por muitas vezes tem sua voz comparada a de Zezé. “Isso enche minha bola, meu ego, porque sou fã de Zezé Di Camargo e Luciano”.

Leia também: Pablo sobre o arrocha: “Se fosse ruim, ninguém faria cópias”

Ouça Pablo cantando “Pecado de Amor” e “Casa ao Lado” na TViG

O DVD de Pablo contará com 28 canções e deve ser lançado no início de 2013. No repertório, canções que são sucesso na voz também de outros sertanejos, como “Pecado de Amor”, faixa título do CD de Eduardo Costa; e “Você vai ficar em mim”, gravada por Cristiano Araújo.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 Sem categoria | 08:31

Juninho Bessa: “O sertanejo hoje virou playboy”

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De tio Juninho a Juninho Bessa. A transição do advogado, que se tornou tour guide com a ideia fixa de se tornar um ídolo foi rápida. Mas planejada. O cantor do arrocha “Vou dar um nó em você” e de “CB 600” começou a carreira musical em uma banda de forró. Quando decidiu deixar o grupo para seguir carreira solo, além de trocar o ritmo pelo sertanejo, não foram as únicas mudança que fez: junto com ternos e gravatas, deixou a carreira de advogado para trás. “Suspendi minha Ordem, não vou advogar nunca mais. Por isso que meu primeiro CD se chama ‘Respostas’, que foram as respostas que Deus me deu no momento de maior dúvida”, conta o músico, que ainda leva os ensinamentos da antiga profissão em sua nova atividade. “Faço meus contratos até hoje, elaboro todas as minhas cláusulas contratuais, organizo todos os meus processos, cuido da minha marca, cuido dos meus direitos autorais, fiscalizo minha arrecadação com o Ecad. Isso é bom, porque a pessoa te respeita. Tenho informação. Sou do interior, mas não sou jacu, não sou jeca tatu”.

Juninho Bessa: "Sou do interior, mas não sou jeca tatu"

Apesar de a carreira estar ganhando asas com o arrocha, Juninho não deixa de cumprir sua agenda como guia turístico na Disney e no acampamento NR. O cantor embarcou para Orlando em 1º de julho para selar seu compromisso com um grupo de adolescentes que aguarda seu pocket show e sua animação. Já são mais de 20 mil jovens que viajaram com o tio Juninho e viram o guia, que cantava para animar o grupo, se tornar o Juninho Bessa, do arrocha. Sonho mais que planejado pelo artista. “Na minha cabeça, eu matutava um sonho: que aos poucos eu ia me desvencilhar da função de tour guide e ia me tornar um artista vip da viagem. Fui montando um legado. Me tornei um expert de Disney, estudei tudo. Não queria ser uma pessoa a mais. Deus me preparou tanto para ser um ídolo, que eu queria ser ídolo dessa geração sedenta de artista, que não tem ídolos. Por isso que sou muito sistemático na conduta, não tem balada, não tem noitada, não tem pegação com mulherada em público, minha vida é trabalho, trabalho, trabalho. Me esforço muito para bloquear minha agenda e fazer essas viagens para o exterior, porque há um envolvimento bacana”.

Confira o clipe de “Vou dar um nó em você”, de Juninho Bessa

Mas será que o músico, que sonhou tanto em ser um ídolo, está preparado para deixar de ser o tio Juninho e se tornar o Juninho Bessa assediado por todas aquelas mulheres que deixaram a adolescência para trás? “Ninguém nunca deve achar que esta preparado. Me ensinaram que eu devo acordar todo dia que sou um bos**, um mer**, mas que posso melhorar. No dia que alguém acomoda, bota a bunda na cadeira e deixa de procurar seu próprio trabalho, está fadado ao insucesso”.

Juninho Bessa: "o maior desafio do artista é vincular uma obra à arte dele, senão você morre cover. E não sou mais cover"

Mudança no visual

Preparado ou não, para encarar a nova fase Juninho mudou também o visual. Em 2009, quando gravou seu primeiro DVD, apareceu sem barba e com um perfil mais parecido com o que ele mesmo se define: bonzinho. Já para a produção de uma coletânea promocional, o músico seguiu os conselhos do mercado, abandonou as sessões de depilação a laser no rosto e deixou a barba crescer. “Queria ter uma imagem de um cara mais bad boy, não tão bonzinho como eu sou. O pessoal de Uberlândia pediu pra dar uma raspadinha mais na lateral (do cabelo), uma coisa meio Gusttavo (Lima), usar uma foto mais séria, por causa do lance da moto, da CB 600, para aproveitar esse momento de músicas automotivas enorme, que acredito que daqui 2 meses ninguém vai aguentar mais falar de Camaro amarelo, Dodge ram, Fiorino, CB 600, Land rover”.

A mudança no visual pode esconder o perfil perfeccionista de Juninho. Mas o look bad boy desaparece quando ele fala de trabalho, já que o que ele menos quer é dar trabalho. “Sou muito correto. O artista hoje, se não dá trabalho, já é uma grande vitória. Os empresários já estão tão desanimados, frustrados com a conduta do cara, que hoje se o cara é correto, já está ótimo. Não precisa nem ser muito bom cantor”.

O músico afirma que tudo muda quando está pronto para mais uma apresentação. “Sei que sou sistemático, mas quando entro no palco, fico louco. Sou outro. Meu ídolo é o Tomate. Sou o Tomate do sertanejo”.

Confira o clipe de “CB 600”, nova aposta de Juninho Bessa

Definição do arrocha

Hoje, grande parte dos sertanejos incluiu o arrocha em seus shows. O ritmo tem dominado os palcos e foi a aposta de Juninho em 2009, quando ele gravou seu primeiro DVD. “O arrocha não é algo novo, ele foi redescoberto. Mas já existia. Quando traduzi o arrocha para o inglês, foi super difícil. A tradução que busquei foi hugging tight (abraço apertado). Porque quando você fala em arrocha, arrocha é dengo, mimo, xodozinho, abraçar a moça apertado, dançar um rala coxa. Isso é arrochar, arrochar é se arrochar, é malicioso, tem um lado mais safado. E por isso que todos os sertanejos hoje cantam o arrocha com esse remelexo”.

Do palco, Juninho analisa a reação do público quando ele apresenta suas canções em arrocha. “Os caras adoram dançar com a mulherada. Ele está ali só dando o ‘migué’. Na hora que vê, já era. O arrocha é sensualidade, é herança nordestina. Por isso que o arrocha lá é muito forte. Cara, acabou o preconceito”.

Apesar do grande sucesso do ritmo escolhido por Juninho, o músico acredita que o arrocha nunca vai substituir a música sertaneja. “O arrocha é um braço importantíssimo do sertanejo. É um braço primo do sertanejo universitário. Nós temos um gênero. Nosso gênero é o sertanejo, e nossa espécie é o arrocha. Você não pode perder sua origem. Nós somos sertanejos. Só que sertanejo hoje virou playboy. Ele anda de carro importado, usa o cabelo moderno, tem que deixar a barba mal feita. Hoje o sertanejo se veste como playboy, sertanejo da Armani, da Versace, da calça apertada, bota, chapéu. Quer coisa mais vaidosa que o Gusttavo? Gusttavinho é a coisa mais vaidosa do planeta terra. Era um mirradinho, hoje está… Qualquer dia cancela show pra malhar. Ele é louco por academia”, brinca o músico.

Juninho Bessa

Acelera e conquista

Na onda das canções automotivas, Juninho lançou CB 600. Como tantas outras neste gênero, a canção fala do rapaz que só fez sucesso com a mulherada após comprar um veículo mais potente. Neste caso, uma moto turbinada. “O lance não é nem a situação prática, é que a música é mercado demais. A questão é meramente mercadológica, é necessidade popular mesmo”, explica Juninho, que ainda sai em defesa dos homens em relação ao julgamento das mulheres. “Não são todos os homens que são assim. É lógico que tem esse senso de mulher que gosta de carro bonito e cara que tem dinheiro. Eles aproveitam esse senso comum, essa brincadeira que já existe há muitos anos, e jogam isso para a música. E óbvio que vai ter um apelo popular muito grande. Porque, por mais que a mulher não goste disso, ela vai cantar essa música na boate, e ela vai gostar. Elas encaram como uma brincadeira. A minha música fala ‘já tive carro, caminhonete, quatro rodas, todo tipo. Não pegava ninguém, então mudei de veículo. Comprei pra mim uma CB 600 equipada, o ronco que ela dá marca presença’. Uma brincadeira. Não sei nem andar de moto, vou ter que aprender agora…”.

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