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quarta-feira, 28 de novembro de 2012 Casa Noturna, Música | 15:03

Marcos e Belutti inauguram casa sertaneja em São Paulo: “Nossa intenção é trazer os amigos pra balada”

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Diego Farias e Paula Fernandes (Foto: Claudio Augusto/Photo Rio News)

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Na noite desta terça-feira (27), São Paulo ganhou mais uma balada sertaneja. E, a exemplo da Woods, da OutLaws e da Villa Mix, a Brooks também tem artistas do meio como sócios. Marcos e Belutti entraram como parceiros do empresário Amaury Pereira. “Nós hoje somos os representantes da Brooks, e sócios também. Nossa intenção é trazer os amigos pra balada”, comentou Belutti, depois do show de quase três horas que fizeram no palco da casa.

Leia mais: Marcos e Belutti: semana de lançamentos, inauguração e gravações

Durante a apresentação, a dupla recebeu diversos convidados como Fernando e Sorocaba, Paula Fernandes e João Neto e Frederico. “Como são muitos artistas conhecidos, a galera que estava ali embaixo curtiu pra caramba as participações”, comentou Marcos. “Ficamos um pouco preocupados se a galera ia dar uma desanimada, mas deu certo”, confessou Belutti.

Aberta só para convidados na noite desta terça-feira, a casa recebeu cerca de três mil pessoas. Muitas ficaram do lado de fora sem conseguir conhecer a mais nova balada sertaneja de São Paulo.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012 Música, Sem categoria | 08:00

Thaeme: “A música ‘Tcha Tcha Tcha’ foi importante para alavancar, mas eu não gravaria mais”

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Thaeme e Thiago são os responsáveis pelo show na inauguração da OutLaws (Foto: AgNews)

Nesta quinta-feira (13), São Paulo vai ganhar mais uma casa sertaneja. Anderson Ricardo, empresário de Luan Santana, vai inaugurar uma balada que vai competir com a Woods e o Villa Mix, na capital paulista. Batizada de OutLaws, a casa vai ocupar o prédio que já foi da badalada Mokaï, na Rua Augusta, 2805. Anderson não estará sozinho na empreitada. O empresário terá como sócio Marcus Buaiz, que já comanda a Royal, outra casa noturna de São Paulo, esta voltada para quem gosta de música eletrônica.

O espaço que vai abrigar a OutLaw foi todo reformado e o investimento foi de R$ 8 milhões. Para o show de inauguração, a dupla escolhida foi Thaeme e Thiago. Apadrinhados por Fernando e Sorocaba, eles acabam de lançar o CD e DVD “Ao Vivo em Londrina”.

Thaeme é vencedora do reality musical “Ídolos”, quando ele ainda era do SBT; enquanto Thiago é compositor de grande parte das músicas do novo álbum, além de muitos hits de outros músicos, como “Te Vivo”, em parceria com Luan Santana.

Com a agenda repleta de shows e participações em programas de TV, a dupla começa a sentir o reconhecimento nas ruas e a mudança nas atitudes daqueles que não os ajudaram no início da carreira. “No começo, a música ‘Ai que dó’ era muito mais forte que o nome Thaeme e Thiago”, compara a cantora. “Nisso aí eu sinto uma diferença muito grande. Antigamente falava Thaeme e Thiago, falava ‘oii?’. Agora, pode até não conhecer a imagem, mas já estão conhecendo muito”, completa Thiago.

iG: As pessoas agora tratam vocês diferente?
Thiago: Tratam. Os amigos, os invejosos…

iG: Tem mais amigo agora?
Thiago: Todo mundo é amigo agora (risos)

Thaeme: Tenho que redobrar os cuidados com relação aos meus amigos, que conviveram comigo, porque agora tem uma cobrança maior pelo fato de eu ter menos tempo. Sinto que meus amigos, até família mesmo, ficam com medo de ter uma mudança de minha parte. Tem até umas pessoas que trabalhavam comigo e antes não davam muita moral e, agora, voltaram. Muita gente que nem dava muita bola, que poderia ter ajudado bastante e não ajudou, e agora pede cortesia, fala que quer me ver no show.

iG: Você falou que teve gente que não apoiou no começo. Depois do “Ídolos”, você sentiu falta desse apoio que tem agora?
Thaeme: Nossa, muito. De várias pessoas na verdade. As pessoas voltaram. Todos que desapareceram pós “Ídolos”, quando não estava indo bem e acabou meu contrato com a Sony, as pessoas desapareceram mesmo.

iG: Essa foi a parte mais difícil de sua carreira?
Thaeme: Foi. Eu não sabia se voltava pra minha área de Farmácia, porque sou farmacêutica; se tocava em banda-baile, nossa, tava completamente indefinida. Não estava conseguindo mais me sustentar, sendo que tive uma exposição muito grande. Minha cabeça estava muito confusa. Mas acho que também era por causa do estilo. O pop não estava muito legal, continua não estando em alta no Brasil. Acho que o sertanejo está dominando tudo.

Thaeme e Thiago (Foto: AgNews)

iG: Vocês não acham que o sertanejo terá uma queda?
Thiago: Não. Mas acho que esse mercado de falar besteira vai acabar. Esses funknejos falando a mesma coisa. Até a gente gravou uma música que fiz (Tcha Tcha Tcha), mas a melodia nossa não era nem a intenção tanto de baixaria, de jeito nenhum.

iG: O foco de vocês é um lado mais romântico?
Thiago: Um lado mais romântico, mas pode também ter uma brincadeira, como “Ai, que dó”. Mais uma brincadeirinha mesmo, tirando sarro um do outro. Não apelar com sexo nem bebida, que não é nossa praia não.

iG: Para você, que compõe grande parte de suas músicas, é mais fácil para filtrar o que quer?
Thiago: A gente quer focar no comercial, mas sem apelar.

Thaeme: Queremos fazer algo que não seja descartável. A “Tcha Tcha Tcha” mesmo. A gente gosta, a experiência foi boa, foi importante pra alavancar, tocou demais, mas eu não gravaria mais.

Thiago: Graças a Deus, a música mais tocada em nossos shows é uma música romântica, que é “365 dias”.

iG: Tem alguma relação com alguma história de algum de vocês?
Thiago: Eu estava sofrendo na época (risos). Tinha terminado um namoro, mas a música não tinha nada a ver. Eu estava num momento mais sensível.

iG: Isso interfere na hora de compor?
Thiago: Vi uma frase do Nelson Rodrigues, falando que o poeta sem sofrimento está fadado ao fracasso. Tem que sofrer pra escrever. Se eu pegar o violão todo dia e quiser fazer 10 músicas por dia, eu faço. Pode até ficar legal, mas não sei se vai me agradar.

Thaeme e Thiago (Foto:AgNews)

iG: Vocês já sofreram algum preconceito por não formarem a tradicional dupla sertaneja?
Thiago: Nunca sofremos. Acho que o que importa é o que você canta, se canta falando a verdade, com amor. Acho que esse pessoal da velha guarda critica justamente esse negócio da pornografia, da baixaria. Ou a qualidade musical. No nosso caso, a Thaeme canta muito bem. O cara pode falar que não gosta da voz dela, mas ela canta bem. Quem entende de música sabe.

Thaeme: Eu vim do pop. Tenho um público grande que me acompanhou desde a época do “Ídolos” e foi o maior presente para mim. O pessoal do pop é bem preconceituoso e uma galera passou a curtir sertanejo.

iG: Essa mudança de estilo, não incomoda quem é do sertanejo?
Thaeme: Já escutei bastante, “ah, mudou de estilo, porque é o que tá pegando”. Claro, eu mudei de estilo, porque surgiu uma oportunidade super importante na minha vida com o Sorocaba e ele falou que desenvolveria um trabalho comigo se eu migrasse para o sertanejo. Isso aconteceu, mas se eu não gostasse do estilo, não iria gravar. Sou apaixonada pelo estilo. Meu avô tinha dupla sertaneja, cresci ouvindo. Para mim, não foi nem um pouco difícil.

iG: E você, Thiago, o que mais gosta de ouvir?
Thiago: Gosto de ouvir bastante coisa romântica. Fabio Jr, Roberto Carlos, Luis Miguel, Ana Carolina, gosto muito do Fernando e Sorocaba, Jorge e Matheus.

iG: Qual o peso das redes sociais na carreira de vocês?
Thaeme: É superimportante. Uso demais, porque gosto de saber o que as pessoas estão achando do nosso trabalho. Curto muito. Até pelo fato… eu era muito fã de Sandy e Jr., então eu á estive do lado do lá, então sei o que o fã espera do ídolo. Então, gosto de responder.

iG: O que o fã espera do ídolo?
Thaeme: Ah, eu esperava uma resposta, um olhar, um sorriso no show.

Thiago: Acho que o ídolo acaba virando um herói. Eu era fã do Alexandre Pires. Ele era como se fosse um herói pra mim. Eu achava o máximo ele arrumar uma namorada bonita, eu falava que queria ser igual a ele.

Thaeme: O que eu mais esperava, por exemplo, era que a Sandy continuasse sendo minha referência. Eu queria que ela fosse certinha, porque eu fui criada da mesma maneira que ela. Minha educação foi bem parecida.

iG: Ela te decepcionou em algum momento nesse sentido?
Thaeme: A Sandy? Não, não. Ela é toda certinha.

iG: Nem quando ela fez a propaganda da Devassa?
Thaeme: Não, não. Tanto que fui eu que gravei a voz dela para o comercial. O mundo é cheio de coincidências. Fui eu que gravei aquela voz do “Conga La conga”. Eu não sabia que era ela que seria a garota propaganda. Eles mandaram eu gravar e falaram que seria uma menina. Ai, depois, era a Sandy, quase tive um treco.

iG: Ela ainda é sua maior referência musical?
Thaeme: Na verdade, ela mudou o estilo dela e o trabalho de hoje não é o que curto escutar. De palco, hoje, gosto muito de Ivete Sangalo. E forma de tratar fã e o jeito de ser com todo mundo é o Daniel. Ele, pra mim, é referência master.

Thiago: Sempre fui muito mais o jeito da Ivete que o da Sandy. Acho que a Ivete não é vulgar, mas é mais humana, mais próxima da realidade.

iG: Como que vocês projetam a carreira de vocês, daqui cinco, dez anos?
Thiago: Eu sonho em escrever nosso nome na história da música. Igual Zezé, Fernando e Sorocaba. Acho que se a gente trabalhar, se dedicar, Deus ajuda.

Thaeme: Quero marcar.

Thaeme e Thiago (Foto: AgNews)

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