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terça-feira, 29 de outubro de 2013 CD, Lançamento | 15:42

Victor e Leo lançam 11º CD e aderem às redes sociais: “Serve como companhia na estrada”

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Victor e Leo (Foto: Divulgação)

Victor e Leo (Foto: Divulgação)

Victor e Leo acabam de lançar o “Viva por Mim”, 11º álbum da carreira dos artistas. Se o “Ao Vivo – Floripa” já mostrava a dupla transitando em diversos ritmos, esse mostra ainda uma outra faceta dos irmãos. “Eu diria que é uma forma mais escancarada de mostrar as fontes que a gente bebeu de música. Ele mostra outros ventos, que sempre sopraram pra gente. Hard Rock, R&B, Black Music…”, explicou Leo, que, pela primeira vez, se arriscou como compositor de algumas faixas.

O álbum conta com 13 canções. Entre elas, as mais dançantes são “Amor.com” e “Conheço pelo cheiro”. As batidas mais pesadas podem ser ouvidas – e sentidas – em “Tudo com você” e, principalmente, em “Eu vim para te buscar”, canção em parceria com Bruno e Marrone, que deve ser a próxima de trabalho do álbum.

O romantismo da dupla segue em “O tempo não apaga” e “Na linha do tempo”, faixa que já vem sendo trabalhada. E, para que gosta dos irmãos cantando clássicos como “Vida Boa”, eles matam a saudade com “Tudo Bem”, com Almir Sater (que está entre as melhores do CD). Nessa faixa eles mostram que, mesmo com tanta inovação e vontade de repaginar, a raiz da dupla acaba falando mais alto.

iG: Antes de lançarem o CD vocês afirmaram que esse seria um trabalho diferenciado, com uma ideia renovada. Hoje, como definem esse álbum?
Victor: É uma mistura do que a gente sempre fez, porém com uma cara um pouco diferente no sentido de sonoridade. A gente sempre misturou muito, sempre teve uma cadência claramente mista, heterogênea. Por isso que muita gente sempre confundiu nosso estilo com tudo. E a gente sempre disse que nosso estilo é nosso estilo. Continua sendo. Mas é obvio que esse disco traz essa mistura de maneira mais elétrica.
Leo: Eu diria que é uma forma mais escancarada de mostrar as fontes que a gente bebeu de música. Ele mostra outros ventos, que sempre sopraram pra gente. Hard Rock, R&B, Black Music… Mantendo o que a gente sempre teve. A nossa essência está no romantismo. Mas esse disco escancara. Ele ousa. A intenção nossa é repaginar mesmo.

iG: Por terem essa intenção de repaginar, você já estavam prontos para receber críticas, certo? Já ouvi alguns comentários, por exemplo, de que algumas canções estão lindas, mas não são a cara de vocês.
Leo: Qualquer mudança brusca que você tenha na vida, tanto na pessoal quanto profissional, você põe a cara a tapa. E, quando você põe a cara a tapa, está preparado para receber um sim ou um não. Então não me incomoda, definitivamente, as críticas. Até porque, pelo o que vejo, são mínimas.
Victor: A maioria é positiva. É diferente, mas é Victor e Leo. A maioria entendeu muito bem o trabalho, absorveu bem. Se não fosse, também…Tudo bem.
Leo: Foi um disco muito ousado. Algumas pessoas brincavam que foi um tiro no escuro. Não. A gente sabia onde estávamos atirando. Acho que essa questão de as pessoas falarem que é legal, mas não é Victor e Leo, está muito ligada ao preconceito. Você, por ter feito um determinado estilo de 2006 até 2012, não pode mudar em 2013. O que acontece na música sertaneja hoje é a mesma coisa. Falam que se não fizer o que se fazia nos anos 80, que é viola, sanfona, aquelas levadas mais rancheiras, não é música sertaneja. Eu já vejo com outros olhos. É uma evolução da música sertaneja.

Victor (Foto: Divulgação)

Victor (Foto: Divulgação)

iG: Victor, você comentou que se o pessoal não gostar, tudo bem. Muito artista afirma que, o que canta, não é exatamente o estilo que gosta, mas toca porque é aquilo que o público quer ouvir ou o que a gravadora e as rádios pedem. Você não se importam com isso, então?
Victor: O artista que não faz o que ele quer ou o que aprova, está sendo fake. Não sei que artista é esse. Se você gosta de ouvir um artista que não é aquilo que ele faz, você ouviu o que ele fez, mas você não ouviu  que ele é. Não é nem um pouco sincero. Todo mundo tem direito até de não ser sincero. Mas no caso da gente, a gente procura ser.

iG: Leo, e seu momento compositor? Teremos mais canções suas pela frente?
Leo: Não tenha dúvida. Não paro mais de compor. Tenho mais de 40 letras escritas em meu laptop pra fazer melodia. Nunca fui de escrever. Comecei de três anos para cá. Senti uma necessidade de expor minhas emoções, minhas vivências amorosas, do passado e do presente. Resolvi me experimentar. Estou super feliz e realizado com isso, porque as pessoas entendem. Só estou começando, me experimentando ainda.

iG: Como foi a escolha de convidados para o CD?
Victor: Partiu do Leo…
Leo: Meu irmão esteve junto comigo o tempo inteiro. Na verdade o que aconteceu de eu estar mais presente, foi porque as primeiras músicas que eu produzi e fiz os arranjos, fizeram uma curva um pouco mais acentuada para outros estilos. O Victor, então, falou: ‘você devia continuar fazendo, porque se eu começar a fazer as minhas, não vai ficar um disco homogêneo’. Mas tudo o que eu venha a fazer tem muito do Victor. São 21 anos cantando juntos. Mas sobre os convidados, o Almir Sater é um grande ídolo, que nos influenciou muito. Foi uma escola pra gente. Jorge e Mateus foi uma coisa também que a gente já queria fazer há algum tempo. É uma dupla que a gente admira, é referência hoje para o mercado inteiro. A outra parceria foi com Bruno e Marrone, que é uma dupla que a gente admira há muitos anos. Quando mostramos a música, o Bruno ficou meio em dúvida.

iG: Ele comentou que não tinha entendido
Leo: Exato, no primeiro dia ele ficou assustado. Achei que ele não fosse querer gravar, não (risos)

iG: Em recente entrevista pro iG, o Sérgio Reis lembrou da música que você deixou com ele e ele não gravou… (Confira aqui entrevista completa com Sérgio Reis)
Victor: Ele tem a versão dele e eu tenho a minha (risos)

iG: Então conta a sua versão dessa história.
Victor: Na verdade, o caso com o Sérgio Reis era diferente de tudo. Não queria que ele gravasse só porque ele era um artista de sucesso. Tive acesso a outros artistas e não levei música nenhuma. Já tínhamos nos encontrado com Sérgio em Minas. Aí nos reencontramos e gravei umas cinco músicas e deixei um CD. Como o Sérgio era um cara que a gente ouvia quando a gente era garotinho, ele era uma espécie de herói. Não era a história do Batman ou do Superman, era o Sergião com espingarda, uma faca na bota, num vagão de trem. Estava no nosso inconsciente sonhador. Deixei o CD para ele lá. Acho que ele não ouviu, deve ter esquecido. Aí, um dia, o filho dele ouviu e reconheceu que estava naquele disquinho ‘Vida Boa’ quando começou a estourar. Tipo cinco anos depois. Aí meu celular já não era o mesmo. Ele inventa outra história, que não deixei o telefone, sei lá mais o que (risos). Encho o saco dele.

iG: E vocês, escutam todas as canções que recebem?
Victor: é muita coisa…
Leo: Eu escuto quase tudo, porque tem umas músicas que você escuta a primeira frase e já pula para outra. Mas tudo o que chega no escritório procuro escutar. Sempre faço um laboratório.

Leo (Foto: Divulgação)

Leo (Foto: Divulgação)

iG: Vocês agora estão assíduos no Instagram, em especial o Leo. Isso é para se aproximar mais dos fãs?
Leo: Não sei definir, mas tem a ver com o que você falou. Às vezes estou no hotel sozinho, depois do terceiro ou quarto dia, e você fica naquela solidão total da estrada, que você sai do palco e segue para o hotel, entra no avião, e vai para o palco, aquela coisa cercada. Você acaba ficando meio isolado, não tem muito contato, família longe, amigos longe. Hoje, para mim, esse lance da internet serve como uma companhia. Mas vem também dessa mudança geral que a gente teve, tanto no show, quanto na sonoridade, talvez um pouco no visual. É uma mudança interna.

iG: Sobre essa questão de mudança no visual, como você tem recebido as críticas?
Leo: Quando são positivas eu até paro para escutar. Mas quando são maldosas…
Victor: ou boatos…
Leo: É, ou boatos, é uma coisa que eu escuto e finjo que não escutei, vejo e finjo que não vi. O que acontece é uma mudança interna. Uma mudança minha. De alguns anos para cá, venho mudando a forma de lidar com as pessoas, de enxergar o ser humano. Amadureci. Tudo mudou. Principalmente o lado de me comportar. E isso refletiu naturalmente no visual. Não me sentia mais bem usando o que eu usava antes. Então comecei a procurar coisas novas. Me sinto bem assim. É o que eu tenho para dar hoje. Mas tem tudo a ver com a mudança musical, engloba uma série de coisas.

iG: Engloba também esse lance de ter começado a escrever?
Leo: Tem tudo a ver. Mas acho que o interessante em dizer é o seguinte. As pessoas falam: ‘poxa, você deixou de ser o Leo simples que eu conhecia’. Não acho que a simplicidade está nas vestimentas. Está na alma, na forma de você tratar as pessoas, lidar com as pessoas, se relacionar. A sociedade tem mania de julgar. Estou cansado de ver nego de terno e vestido bem, mulheres vestidas todas certinhas, que se você puxar a ficha delas, não vai gostar muito. Não me importo hoje em dia com nada do que eu vejo. Até porque nossos olhos são muito mais cegos do que a gente imagina.

iG: Victor, esse CD tem música para a Claudia Swarovski, o anterior tinha para a Laura Muller, nos outros, acredito que tenham outras canções para outras mulheres que passaram na sua vida. Quando a gente termina relacionamentos, a primeira reação é jogar tudo fora, rasgar lembranças e você não pode fazer isso, porque a música continua sendo seu trabalho. Como você leva isso? O que fica para você?
Victor: Eu não vinculo tudo dessa maneira. Porque a música, para mim, é só o resultado de uma transformação. É transformar um sentimento, um senso poético, um senso romântico em música. Depois de um tempo, essa música perde a característica de onde ela tenha surgido. Hoje, quando canto “Borboletas”, estou cantando uma música que parece que nem fui eu que compus. Não me lembro todas as vezes em que a canto, porque eu a fiz ou quem é que estava no contexto. A partir da nossa relação apareceu uma música, mas ela vai ter papel independente da gente. O papel depois que for gravada, é cultural, é artístico. E só voltando ao quesito de rede social, não é que eu não poste tanto, mas somos muito diferentes. Tenho um jeito de lidar com isso. Você já entrou? Viu o que posto?

iG: Sim. Você sempre coloca uma foto de natureza e um texto enorme, em forma de poemas. O Leo já gosta mais de mostrar o dia a dia…
Leo: (Para Victor) Você não gostava de rede social, começou a gostar há pouco tempo. Você mudou muito, começou a gostar.
Victor: Continuo não gostando dentro da visão que eu tinha. Eu jamais teria rede social para (Victor pega o celular, faz que está tirando um foto de si, sorrindo)… e coloco, “bom dia, gente amiga”. Isso não vai dar pra mim. Tem um monte de gente que gosta, não tem problema. Mas isso não é para mim. Eu queria ter uma ferramenta. Quando me separei, houve uma questão que envolvia a possibilidade de alguém inventar uma história para a gente. Foi a minha rede social o vetor de uma causa que estancou isso. Até que pensei, vou dividir alguns poemas, pensamentos, coisas que possam instigar. Houve até quem dissesse: “ih, você não vai ter nenhum seguidor”. Até que tem bastante gente chegando lá.

iG: Ainda sobre essa questão de rede social, o fã pode falar mais o que quer. E os que não são fãs, podem ir até lá para criticar diretamente. Isso não incomoda?
Victor: Quando alguém fala merda eu bloqueio, o Instagram é meu.
Leo: No meu também. Quando alguém opina de uma forma positiva, faz uma crítica com respeito, com educação. Deixo lá, não tem problema. Mas quando vejo que tem maldade, negativismo, às vezes até respondo.

iG: Em 2012, quando a gente fez essa entrevista, vocês criticaram bastante o cenário sertanejo da época. Apesar de ter sido um ano de diferença, como vocês analisam esse ano o cenário atual?

Leo: Particularmente critiquei muito o mercado. Eu disse que o mercado estava completamente prostituído. Acho que isso não mudou ainda, continua talvez um pouco mais prostituído. Sobre essa leva de artista novos, o que se faz hoje em termos de arte, música, conteúdo, o que tenho a dizer é que respeito tudo o que se faz, mas nem tudo ouço no meu carro. Posso não escutar determinado artista, mas sei que o cara está colocando dez mil pessoas na frente do palco. Se ele está fazendo bem para aquelas pessoas ou não é uma responsabilidade dele. Não cabe a mim julgar.

iG: Vocês foram indicados pela quinta vez ao Grammy Latino de Melhor Álbum. Acham que agora vocês trazem o prêmio para casa?
Victor: Não acho nada. Você imagina quantas centenas de milhares de artistas que existem e, a cada ano, quantos aparecem. Então você ter o quinto álbum indicado na sua carreira, é de um incentivo, de um primor muito grande. Agora, depois que você tem quatro indicados e não ganhou, o quinto você não precisa esperar nada (risos). Deixa andar.
Leo: Acho que esse ano vai dar. Já comprei até duas garrafas de vinho para comemorar. Acho que vai dar (risos).

iG: O Leo está mais otimista, heim?
Victor: Não sou pessimista, não acho que não vá ganhar. Mas eu achar que eu vou, também…Premiação é isso. Já assisti da cadeira premiações nas quais eu nem fui indicado, mas que eu sabia bem dentro da minha crítica pessoal, quem deveria. Entre quem deveria, se não ganhasse vinha um segundo. E um terceiro. As outras opções, nem cogitava. Entre elas, essas últimas eram as que ganhavam.
Leo: Comprei vinhos excelentes, para comemorar mesmo. Mas eu garanto uma coisa. Ganhando ou não, vou tomar as duas garrafas (risos).
Victor: Também comprei duas. Uma vou jogar na cabeça dos juízes. A outra vou beber pra esquecer.

Victor e Leo (Foto: Divulgação)

Victor e Leo (Foto: Divulgação)

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domingo, 15 de setembro de 2013 CD, Música | 23:28

George Henrique e Rodrigo descartam o rótulo de cantores românticos: “Somos dupla de letra boa”

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George Henrique e Rodrigo (Foto: Rosa Marcondes)

George Henrique e Rodrigo (Foto: Rosa Marcondes)

George Henrique e Rodrigo querem incrementar um pouco mais novo CD da dupla, que já está disponível para download na página oficial deles. Os irmãos trabalham em mais três canções, estas voltadas para o público das baladas. Uma delas promete se tornar um videoclipe em breve. “Independente do CD novo, o artista hoje em dia não pode parar. Tem que olhar composições novas. Nosso CD ficou o que a gente queria, mas ficou faltando alguma coisinha para esse lado de balada e é o que a gente está fazendo. Vamos fazer um lançamento surpresa com uma música boa, que vai entrar na balada”, comentou Rodrigo antes de subir pela primeira vez ao palco do Camaru, que aconteceu na última semana, em Uberlândia, Minas Gerais. “Como esse disco ainda está no encarte promocional, a gente pode colocar faixas nele. É fácil, está ali, não foi lançado por gravadora. Então fica fácil”, completou George Henrique.

Os irmãos ainda aproveitaram para falar sobre a fase mais romântica da música sertaneja, que voltou com força. Como a dupla sempre voltou seu trabalho para esse tipo de segmento, os afilhados de Bruno e Marrone garantem que, para eles, está tudo ótimo. “Acho também que vai cansando um pouco a música chicletinho. Vai indo, vai indo e vai sumindo. E se não aparecem coisas tão legais quanto a que estava tocando no momento, o povo fica descrente”, afirmou George Henrique, que garantiu pensar, atualmente, também em outro público, que não só os que ouvem rádio, na hora de produzir seus trabalhos. “A gente tem que abrir os olhos porque o público de balada, de festa, de boate, que coloca o carro de som para tocar, não são tão românticos. Eles precisam de um motivo para tomar uma, para xavecar as meninas, para curtir uma balada. Então mesmo sendo uma dupla romântica a gente tem que abraçar esse público também”.

Assim, com canções mais lentas ou agitadas, Rodrigo afirma que a dupla segue uma meta: “A gente não se preocupa tanto com o ritmo, mas sim com a letra. Somos uma dupla de letra boa”.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013 Sem categoria | 14:31

Sérgio Reis: “Sou um artista que a garotada gosta muito. Me sinto o Xuxo”

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Sérgio Reis (Divulgação)

Sérgio Reis (Divulgação)

Após dez anos sem gravar um CD de estúdio, Sérgio Reis decidiu lançar o álbum “Questão de Tempo”. Para a produção, o cantor fez um balanço de toda sua carreira e selecionou cada canção a dedo, pensando na mensagem que gostaria de passar. Músicas divertidas, animadas, românticas e até mensagens políticas foram lapidadas por Sérgio para compor mais um álbum de carreira do sertanejo. “Eu tenho que combater nem que seja cantando”, se referindo à canção “Tetinha”, na qual fala sobre cabides de empregos políticos.

O álbum também conta com canções que mostram a vida longe da cidade grande, o que, para Sérgio, é o sonho de muitos. “As pessoas que vão na minha casa, na casa do Almir (Sater), na casa do Chrystian, do Chrystian e Ralf, ficam encantadas. Elas não têm ideia de que a gente mora dentro de uma floresta dentro de São Paulo. A gente não quer descer a serra. E você precisa mostrar no disco toda essa riqueza. Se a gente não fizer isso, estamos matando nossa cultura, que é preservar a mata, nossos pássaros”, explica Sérgio, enquanto mostra um vídeo em que aparece ao lado da mulher, Ângela, alimentando os micos que aparecem em sua casa na Serra da Cantareira.

O CD conta com 11 músicas, que serão esmiuçadas pela equipe de Cultura, aqui do iG, pela repórter Susan Souza.

Mas, durante a entrevista para a coluna Sertanejo, Sérgio não falou apenas de música. Em uma conversa pontuada por histórias vividas pelo cantor, muitas risadas e lembranças de momentos de superação, Sérgio mostra o porque as pessoas mais próximas não poupam elogios quando se referem a ele. E o próprio tem total ideia de quem seja, embora brinque ser um “chato” quando lhe é pedido para se definir em poucas palavras. Em seguida, corrige: “Sei lá. Sou um cara feliz. Amo as pessoas. Um bom coração, graças a Deus. Uma boa alma. Não tenho inveja de ninguém. Quem precisa de mim, eu ajudo. Às vezes não posso. Mas dou um jeito. Nunca abandono um amigo na beira da estrada para tomar poeira. De forma nenhuma”.

Fazer bem sem olhar a quem

E quando Sérgio fala de ajudar, ele não se refere apenas aos amigos. O cantor costuma dar força para os novatos no mercado, como fez com Paula Fernandes. Há alguns anos, ele foi convidado para interpretar “Sem você” com a cantora. “Ela nem existia”, relembrou Sérgio, se referindo ao estouro recente da carreira dela. “A vida é isso. Não ajudei em nada, fiz o bem pra minha nação. Pelo menos a juventude hoje ouve gente que sabe cantar. E música boa”, afirmou o cantor, que ainda teceu elogios para a cantora. “Não tem como não gostar dela cantando. É bom de ouvir. A Paula é imbatível. Tomou conta. Ela só precisa ter cabeça boa, suportar o peso do sucesso, que é muito grande. Ela está realmente cansada. Estamos marcando para ela ir lá em casa. Vou dar uns conselhos pra ela, orientar. Porque tenho experiência da vida, 54 anos de carreira”.

Sérgio também tentou fazer o mesmo por Victor e Leo. Mas uma falha na comunicação fez com que Sérgio não gravasse um dos maiores sucessos da dupla, “Vida Boa”. Victor compôs “Fazenda Paraíso”, faixa do novo CD de Sérgio, para o pagamento de uma dívida, como brinca o cantor. “Ele me devia essa música, porque ele me deu um CD uma vez, mas não colocou o nome dele. Quando ele não era famoso. O Victor falou: ‘Sérgio, eu faço umas músicas, vê se você gosta’”, relembra. Na caixa do CD, havia apenas o telefone de Victor.

Na preparação para o DVD “Sérgio Reis e Filhos – Violas e Violeiros”, Sérgio ouviu a canção ao lado de um dos filhos e escolheram a canção para fazer parte do trabalho. Mas não conseguiram encontrar Victor. “Não gravei, porque não achei ele. Depois, dei uma bronca no Victor por ter dado o CD sem ter colocado o nome. Judiei dele”, brinca.

O sertanejo ainda relembra o início da dupla, que já cantou no Rancho do Serjão, em São Paulo. “Eles cantaram lá, por dois anos e meio, ganhando R$300 por noite. Tocavam nas casas noturnas, alugaram um apartamentinho aqui pra vir trabalhar. E conseguiram. Estão aí”.

Novo sertanejo

Com 73 anos de idade e 54 de carreira, Sérgio Reis não dá as costas para o novo sertanejo. O cantor gosta de ouvir as rádios para saber o que estão tocando e explica porque curte o segmento, mesmo não seguindo sua linha. “Acho eles bons cantando. Gosto de quem canta bem”.

O cantor faz questão de citar alguns nomes que o encantam dentro da nova (nem tão nova assim) safra. “Guilherme, do Guilherme e Santiago. Edson, do Edson e Hudson. Cezar, do Cezar e Paulinho. Tudo gente que vem e quebra tudo. Vamos por o Bruno e Marrone, mas já são mais velhos. Mas ele canta muito. O bicho coloca o peito pra fora, é bom de ouvir. Os próprios Cesar Menotti e Fabiano. Cantam forte, pra frente! O Luan Santana canta muito, o Gusttavo Lima é muito bom”.

Sérgio faz muitos elogios mas, também, uma ressalva: “Vai falar que eles não são sertanejos? Não são sertanejos, são pop, românticos. Mas, se der uma viola para eles, eles cantam também. Conhecem tudo. Acho isso legal. A gente tem que dar valor. Tem lugar pra todo mundo”.

Público de todas as idades

Se Sérgio considera que tem lugar para todo tipo de cantor no mercado sertanejo, ele também mostra que suas músicas são para todos os públicos. E comemora: “Já fiz um CD só com músicas que o Roberto Carlos imortalizou, que é pra essa nova geração ver que eu não canto só sertanejo. Graças a Deus, sou um artista que a garotada gosta muito. Me sinto o Xuxo. Esses dias veio um garoto de três anos tocar berrante pra mim. Fico doido! Isso é uma coisa gostosa. Não tenho problema de público”, comentou ele, que chega a fazer dez shows por mês. Enquanto conta os compromissos na agenda, relembra: “Ano passado foram cento e cacetada”.

Entre eles, passou por outro momento que viu sua força entre o público mais jovem. “Eu estava no show, eu e Renato Teixeira, de repente uma menina de uns 14, 15 anos, gritou: toca rei do gado. É uma baita moda de viola. Acho isso lindo, porque nossa cultura ainda está de pé. Eles não pensam só no ‘ai se eu te pego’, que é uma musica mais passante. Atual, mas rápida para morrer”.

Queda do palco

Em março de 2012, Sérgio sofreu uma queda do palco em Três Marias (MG). “O tombo foi muito alto. Me machuquei muito. Quebrei oito costelas, trinquei nove vértebras, o ombro, luxei esse joelho e perfurei o pulmão direito”, relembrou Sérgio, que hoje conta com luzes de LED no contorno do palco para evitar novos acidentes.

Sérgio, que já sofreu um AVC e venceu um câncer, conta que, mesmo após todos esses episódios, nunca pensou em se aposentar. “Parar de cantar eu não vou. Você enferruja, é igual locomotiva. Por isso que os caras de idade, como eu, precisam pensar em uma academia, fazer uma fisioterapia, que é essencial pra circulação. Não é brincadeira”.

Após a queda, Sérgio ficou 90 dias parado, entre o hospital e a cama. Depois desse período, uma reflexão. “É bom porque você dá um alerta na sua vida. Pensa que está bem, e de repente, você acaba. Tem que se cuidar. Isso é a realidade da vida. A vida é a morte. Já tive um AVC, tive que operar cérebro. Já sai de um câncer… Sou um homem de ferro. Tem uma força lá em cima que dá forças. Não é minha hora, e quando for, Ele chama. O tombo foi bom para eu pensar bem”.

A queda foi bom para desligar um pouco, né, Sérgio? “Sou ligado nos 220, minha mulher briga comigo. Tem esse pessoal da imprensa que perturba”, se diverte ele, que não cansa de fazer piadas e mostrar o bom humor.

Ah, e o sertanejo faz questão de destacar: “Esse ano eu voltei para Três Marias pra acabar o show. Faltavam duas musicas, ‘Panela Velha’ e ‘Pinga ni mim’ (risos). Fui lá e cantei duas vezes, pelo ano passado e esse ano”.

Sergio Reis (Foto: Divulgação)

Sergio Reis (Foto: Divulgação)

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terça-feira, 2 de julho de 2013 CD, DVD, Música | 17:08

As Galvão lançam CD com três inéditas e planejam DVD para 2013 só com participações femininas

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Meire e Marilene, As Galvão (ou eternas Irmãs Galvão) (Foto: Divulgação)

Com 66 anos de carreira, Meire e Marilene, mais conhecidas como Irmãs Galvão – hoje, As Galvão –, estão cheias de novidades. A primeira é o lançamento de um CD com os clássicos da dupla, ou como Meire afirmou em entrevista ao iG, “com as músicas dos shows que são obrigatórias e que o povo ama de paixão”. O novo álbum traz também três canções inéditas.

A segunda novidade é que a dupla acaba de ganhar um Memorial em Sapezal, no interior de São Paulo, cidade em que nasceram artisticamente com uma apresentação na Rádio Club Marconi. “Está com fotos de nosso acervo, toda nossa história, na cidade em que começamos a cantar. Saímos de lá há 66 anos e, voltar com todas essas honras… O coração está batendo na garganta até agora. Foi um xororô danado”, comentou Meire, sobre a inauguração do Memorial, que aconteceu no último 30 de junho. O corte da fita foi marcado com um show da dupla.

A terceira boa nova da carreiras de As Galvão é a gravação de um DVD ainda este ano. Sem detalhes ainda sobre data e local, Meire e Marilene só têm uma certeza. E esta é em relação às participações especiais. “Nosso pensamento é levar só mulheres. Porque homem, só leva homem. Então vamos levar só mulher para prestigiar”, defendeu Meire.

As irmãs Meire e Marilene, ainda na adolescência (Foto: Divulgação)

Aproveitando o ensejo, ela, que é uma das madrinhas da dupla Bruna e Keyla, falou sobre as meninas. “São maravilhosas, com um canto bonito e para frente. Estão trazendo uma proposta nova. Lindas, de cabeça aberta, temos certeza será grande sucesso”, elogiou a cantora. Questionada se falta mulher no mercado sertanejo, ela foi direta: “Existem poucas, mas as que têm, são de muita qualidade”. Como nomes de destaque, Meire citou Leide e Laura e Paula Fernandes.

Beijinho Doce, mudança no nome e a força do mercado sertanejo para todos

Além das novidades, Meire falou sobre a mudança do nome de carreira. A troca de “Irmãs Galvão” para “As Galvão” aconteceu há oito anos, inspirada na numerologia. “Indicaram para nós. Foi muito bom, mas a maioria dos programadores não aceitaram e cada vez que vão anunciar nossa música, pedem desculpas e falam ‘as eternas Irmãs Galvão’. (risos). Não deixamos de ser irmãs, né?”, contou Meire.

Ela ainda falou sobre o sucesso “Beijinho Doce”, clássico da carreira da dupla, que fez parte da novela “A Favorita”. Para quem não acompanhou a trajetória das irmãs, a trama deu a oportunidade de o público saber um pouco mais sobre o trabalho delas. Embora ainda tenha gente que acredite que a canção fosse apenas uma composição especial para a trama. “’Beijinho Doce’ é uma musica mágica. Toda vez que é apresentada, ela faz sucesso. Toda gravação que sair em torno dela, pode ter certeza que será sucesso”, comentou Meire.

Diferente do que acontece com muita banda ou dupla, ela garante que a inclusão da música na trilha da novela não fez muita diferença na agenda. “Sempre tivemos um número certo de shows e trabalhamos o ano todo, apesar dos novos artistas que chegam, que aliás, só ajudam a música caipira”.

Com uma média de 15 shows por mês, elas fazem questão de elogiar a nova safra do mercado. “Para nós, é tudo de bom. A gente vê o outro lado. Eles fazem esse sucesso todo, abrem caminhos, aí a moçada quer saber a origem desse sucesso todo. E, quando vão procurar a música de raiz, encontram a gente. Por isso, só fortalece”. Com quase sete décadas de carreira, Meire e Marilene nem pensam em se aposentar. “Estamos vivendo um momento muito bonito da nossa carreira. Está tão bom. Porque parar?”.

Assista As Galvão cantando ‘Beijinho Doce’ com Milionário, parceiro musical de José Rico, durante aniversário do cantor:

As Galvão durante o lançamento de mais um CD (Foto: Rosa Marcondes)

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terça-feira, 25 de junho de 2013 CD, Entrevista, Mercado Sertanejo, Música | 15:30

Keyla, dupla de Bruna, fala sobre as mulheres no mercado sertanejo: “Temos uma bandeira a levantar”

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Bruna e Keyla (Foto: Divulgação)

Recentemente, em conversa com o iG, Roberta Miranda levantou a bandeira de mulheres no mercado sertanejo. “Sempre pedi para que pudéssemos ter mais vozes femininas no mercado dominado por bota e chapéu”, afirmou a cantora.

Aos poucos, algumas vão chegando de mansinho em um mercado dominado pelos homens. É o caso de Bruna e Keyla. Uma iniciou a carreira musical na noite, com MPB, enquanto a outra já agitou muito trio elétrico tocando axé. Juntas há dois anos, elas venceram o concurso Mulheres que Brilham – uma iniciativa da Bombril em parceria com a Sony Music e o programa Raul Gil – em 2012 e, de quebra, assinaram um contrato com a marca, do qual dizem não saber valores, ainda que algumas notícias deem conta que a parceria é milionária.

A dupla sertaneja tem As Galvão como madrinhas e, a primeira música de trabalho, “Vem me completar”, conta a participação de Eduardo Costa. Ou seja, já chegaram muito bem ao mercado. “Essa música é um dueto e precisava de um homem que tivesse uma voz bonita, um potencial vocal. De imediato, quando recebemos a música, pensamos no Eduardo, que é um cara que canta o amor como ninguém. Ele abrilhantou a canção, que é carro-chefe do CD”, afirmou Keyla em conversa com o iG.

A cantora falou também sobre o fato de serem uma das únicas duplas presentes no mercado. “É um privilégio e uma responsabilidade. Temos uma bandeira a levantar, uma classe a representar. É uma renovação. Duplas femininas sempre existiram. O que não houve foi a continuidade na mesma proporção”, afirmou a cantora, citando as Marcianas e As Galvão.

Bruna e Keyla acabam de lançar o primeiro CD assinado pela Sony Music. E já sonham com um DVD em breve. “A gente pensa porque tem que sonhar alto, mas o momento e de divulgação do disco. O pessoal tem que conhecer quem nós somos”, comenta a cantora. O álbum conta com 14 faixas, oito de composições da dupla. As faixas mesclam músicas românticas e hits. “Estamos bem equilibradas, com um show bem equilibrado também. Bruna tem uma pegada mais agitada, e eu uma pegada mais romântica e mais intimista. Você encontra as duas coisas no CD e no show, porque é a verdade de nós duas”, explicou Keyla.

Apesar de terem sido descobertas no Raul Gil, no SBT, a dupla acredita que não terá problemas em entrar em outros canais. “Quando o trabalho é bem feito, bem realizado, você consegue entrar em outras emissoras, sem problema nenhum. Temos uma equipe que está fazendo o trabalho direitinho”, afirmou.

Bruna e Keyla (Foto: Divulgação)

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segunda-feira, 24 de junho de 2013 CD, DVD, Gravações | 20:37

Marcos e Belutti sobre próximo DVD: “Vai voltar o romantismo, que é nossa identidade”

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Marcos e Belutti (Foto: Divulgação)

Marcos e Belutti se preparam para gravar mais um DVD de carreira. Este, acústico, mais intimista e para poucos convidados. A filmagem, antes programada para o dia 3 de julho, ainda não tem data confirmada. O que é certo é que será em breve e acontecerá na casa do cantor Sorocaba, em São Paulo.

O projeto, produzido por Fernando, da dupla com Sorocaba, terá poucas canções inéditas e contará com regravações de grandes sucessos de Marcos e Belutti. “A principio faríamos um DVD por vontade própria, em estúdio, com algumas músicas que a gente gosta, uma coisa bem simples. Mas a gente decidiu fazer um DVD de carreira, com arranjos no formato acústico, mas bem feito, bem gravadinho, dando principalmente ênfase a nossa voz”, afirmou Marcos após o show realizado no clube Pinheiros, em São Paulo.

Fernando e Sorocaba já marcaram espaço na lista de participações, que terá também outros artistas. “Tem mais nome legal, mas a gente ainda não pode falar. Vai cair um meteoro…”, comentou Marcos, deixando no ar uma possível participação de Luan Santana.

Sobre os convidados que poderão acompanhar a gravação, Marcos e Belutti fazem questão de afirmar que, dentro da lista, haverá, sim, alguns fãs. “Quando a gente diz convidados, a gente está querendo dizer que não serão vendidos os ingressos”, explicou Marcos. “A gente vai colocar uma cota de convites para fãs. É impossível a gente fazer um trabalho desses e não colocar cota para fãs. Até porque, quem faz tudo por nós, quem trabalha por nós, nos ajuda a divulgar, são as fãs”, completou Belutti.

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Cores

O DVD contará com algumas canções do recém-lançado CD “Cores”. O álbum, vendido normalmente nas lojas, não deve ter mais nenhuma canção trabalhada nas rádios, por enquanto. “A gente cogitou trabalhar essa música (Cores, faixa-título), mas houve certa rejeição de algumas rádios. Pelo motivo, a gente não sabe”, comentou Marcos. Belutti falou ainda sobre o desejo da dupla de tocar uma mesma música de trabalho em todo Brasil, o que desta vez, não foi conquistado. “Acabaram descordando até de ‘Calma Aí’. Em São Paulo, ela não tocou, mas fora, está muito bem. A gente sofreu muito com as rádios de São Paulo. Quando pensamos em tocar ‘Cores’, eles falaram que queriam alguma música inédita. Para evitar qualquer tipo de desgaste, decidimos fazer outro DVD, uma coisa que a gente vai fazer o que a gente gosta, sem pensar no comercial, pensar em coisas que são boas para nossos fãs e que a gente goste”, completou Belutti.

Garantindo que não vão pensar no lado comercial e nem na levada que for sucesso no momento, a dupla resume o que será o próximo projeto: “Vai voltar o romantismo de Marcos e Belutti, que é o que a galera sempre cobrou da gente e é a nossa identidade”.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013 CD, Clipe, Crítica, Lançamento | 20:30

Solimões: “Música é que nem jiló, tem muita gente que não ouve por preconceito”

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Rionegro e Solimões (Foto: Divulgação)

Rionegro e Solimões lançaram na tarde desta quinta-feira (06) o clipe de “Romântica” (assista abaixo), canção que já está tocando nas rádios e que fará parte do próximo CD da dupla. Solimões contou ao iG que a escolha da canção como novo trabalho em vídeo não teve nenhuma influência do mercado sertanejo, que tem mostrado muito mais romantismo do que o visto em 2012. “Gravamos e lançamos porque achamos a música linda”, explicou o cantor, que ainda comentou as críticas feitas por Victor Chaves sobre as atuais duplas. “Música e novela são feitas baseadas no que o povo está vivendo. Mesmo que eu não curta, tenho que respeitar. Eles cantam o que o povo faz”, comentou Solimões.

Em 2014, Rionegro e Solimões completam 25 anos de carreira e já pensam em um trabalho para celebrar. “Temos um projeto, que está só na nossa cabeça, de gravar um DVD para comemorar”, comentou. Enquanto não se confirma a gravação, eles seguem na estrada com cerca de 90 shows por mês. “Não queremos passar de 100, porque fica cansativo, e menos de 80 é preocupante”.

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iG: Qual o perfil do próximo CD? Seguirá a linha da canção “Romântica”?
Solimões:
A linha do Rionegro e Solimões é a mesma desde 1997. Procuramos nos manter no mesmo ritmo. Somos uma dupla sertaneja, mas já gravamos rock e outras maluquices. Para este CD, vamos manter o padrão romântico e dançante. O que podemos mostrar é nossa evolução dentro da música, sem perder nossa característica que é de modas doídas por um lado e animadas do outro, como ‘Bate o Pé’. A música diz o que o povo está vivendo. Antes se falava de carro de boi. Hoje os assuntos são outros.

iG: Quantas faixas terá o CD e quando será lançado?
Solimões:
Já temos três músicas gravadas. Ainda não sabemos quantas faixas serão. Só saberemos depois que gravarmos, porque sempre aparece uma música na última hora e que pode nos conquistar. Aí o jeito ou é derrubar uma para colocar ela no lugar, ou aumentar o número de faixas. Mas acho que vai ser entre 10 e 12 canções. A previsão de lançamento… é muito difícil marcarmos uma data, porque não tem nada que atrase mais que um disco, mas acho que nos próximos dois meses será lançado. Pode esperar até o comecinho do próximo semestre.

iG: Aproveitando a nova canção, o mercado está apostando muito nas românticas, mudando muito o cenário que foi visto no ano passado. O lançamento desta faixa é pensando nisso?
Solimões
: Eu e o Rionegro gostamos de mostrar para o povo aquilo que a gente acha que tem a nossa cara. Gravamos e lançamos porque achamos a música linda. Até porque se seguíssemos a linha de que música romântica está na moda, eu ia ficar muito perdido no palco, porque eu interpreto e danço bastante no palco e brinco. E fazer palhaçada com música romântica fica ridículo. E temos uma missão de achar o caminho de agradar o púbico que gosta de música dançante e de quem gosta de música romântica.

iG: Esse ano, estão lançando o CD. O próximo trabalho já será pensando em algo comemorativo aos 25 anos da dupla?
Solimões:
No ano que vem vamos fazer 25 anos de carreira. No dia 1º de abril de 1989 lançamos o primeiro disco. Temos um projeto, que está só na nossa cabeça, de gravar um DVD para comemorar. Mas como as mudanças são muito rápidas, tudo pode mudar.

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iG: Vocês já são renomados no mercado, já gravaram com muita gente. Mas existe algum sonho ainda de parceria?
Solimões:
O meu sonho é estar no meio de grandes artistas, mas não tenho alguém especial que eu gostaria de gravar. Chitãozinho e Xororó foi muito legal. A gente queria ser amigos deles e sermos convidado para participar do DVD de 40 anos deles foi um sonho, uma emoção enorme. E participar do “Emoções Sertanejas”, com Roberto Carlos, também foi muito legal. Mas nosso negocio é correr atrás e trabalhar. Porque, quando as parcerias acontecem como surpresa, é muito mais gratificante do que quando a parceria é uma meta…

iG: Recentemente, Victor Chaves fez algumas críticas ao mercado, dizendo que as atuais duplas sertanejas só tocam lixo e pornografia. Como você analisa o mercado atual?
Solimões:
Eu curto muito o trabalho do Victor e Leo. Acho que a música sertaneja só cresceu desde o dia que eu nasci, ela só evoluiu e foi conquistando o público. Música e novela são feitas baseadas no que o povo está vivendo. Mesmo que eu não curta, tenho que respeitar. Eles cantam o que o povo faz. Quando começamos com as músicas agitadas, tipo “Bate o Pé”, fomos respeitados e os que criticaram nos fizeram abrir os olhos e melhorar. Sou de outra geração e o que essa rapaziada canta é o que está rolando hoje na vida das pessoas, então tem que respeitar. Tem muita coisa boa, mas eu só vou dizer uma coisa: uma das músicas mais lindas dos últimos tempos se chama “Prefácio” (de João Carreiro e Capataz). Música é que nem jiló, tem muita gente que não ouve por preconceito e quem faz música boa vai ficar para a história.

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sábado, 11 de maio de 2013 CD, DVD, Jaguariúna, Rodeio | 16:27

Fernando e Sorocaba já têm data e local para gravação de novo DVD

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Fernando e Sorocaba se apresentam em Jaguariúna (Foto: Claudio Augusto)

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O CD “Homens e Anjos” mal chegou nas lojas e Fernando e Sorocaba já estão com um novo projeto. A dupla vai gravar um novo DVD e já têm data e local marcados: 07 e 08 de agosto, no Espaço das Américas, em São Paulo. Sorocaba contou a novidade ao iG, antes de subir ao palco do Jaguariúna Country Festival, na noite desta sexta-feira (10).

Por lá, ele também falou sobre o mais recente álbum. “Somos suspeito para falar, mas é o melhor trabalho da carreira de Fernando e Sorocaba. É um trabalho que a gente teve mais tempo para fazer, que contamos com a maior tecnologia em termos de estrutura de estúdio do Brasil, com dois produtores tops de linha, que é o Dudu Borges e o Fernandinho, que é meu parceiro, com muito orgulho. Está muito bacana”, afirmou Sorocaba.

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Entre um trabalho de estúdio e um ao vivo, Fernando consegue analisar bem as dificuldades e prazeres dos dois tipos de processos de gravação. “Fazer um álbum bom é difícil, independente se é CD de estúdio ou DVD. O trabalho é o mesmo. Mas o DVD acaba sendo mais prazeroso pelo clima de ser ao vivo, aquela energia do publico. Chega a ser mais trabalhoso, mas, ao mesmo tempo prazeroso”, afirmou ele.

Além dos dois álbuns, outra novidade da dupla é a canção “O que ‘cê’ vai fazer”, que já está tocando em algumas rádios, mas tem seu lançamento nacional marcado para esta segunda-feira (13). Romântica, a música traz Fernando nos vocais na primeira parte e dá uma amostra do que é esse novo CD. Confira o resultado:

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quinta-feira, 2 de maio de 2013 CD, Música | 15:35

“Um sonho não tem prazo para ser realizado”, afirma Vinicius, da dupla com João Bosco, sobre demora na finalização do álbum de modões sertanejos

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João Bosco e Vinícius (Foto: Divulgação)

Já tem algum tempo que João Bosco e Vinícius falam sobre um álbum só de modões, com convidados para lá de especiais. Apesar da ansiedade dos fãs, a dupla tem preparado esse álbum com bastante calma, já que a prioridade é um novo álbum de carreira, que também já vem sendo preparado. “Um sonho não tem prazo para ser realizado”, explica Vinicius, sobre a calma de se lançar esse álbum, que promete entrar na lista de clássicos sertanejos.

Dos convidados para o álbum, falta a gravação de cinco participações: Milionário e José Rico, Zezé Di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Leonardo e Trio Parada Dura.

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Enquanto o álbum não é finalizado, eles seguem com a seleção de repertório para o próximo disco de carreira. Entre as canções, “Girassol” está garantida. A música ganhou uma gravação ao vivo durante um show da dupla em Londrina e, no dia 22 de maio, também teve seu clipe lançado. “É

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uma música que a gente gosta muito, uma vaneira de verdade, com início, meio e fim. E um tema, girassol, que nunca foi usado dentro do sertanejo. Pelo menos eu não lembro. É uma aposta e a gente gosta muito. É bem a nossa cara, sem muita frescura”, afirmou Vinícius.

Assista ao clipe de “Girassol”, nova música de João Bosco e Vinicius

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quinta-feira, 25 de abril de 2013 CD, Música, Show | 18:52

Thaeme e Thiago lançam CD com show especial em São Paulo

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Thaeme e Thiago lançam CD na Woods, em São Paulo (Foto: Rosa Marcondes)

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Thaeme e Thiago fizeram um show especial na Woods, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (24) para marcar o lançamento do CD “Perto de mim”. Antes da apresentação no palco, a dupla recebeu amigos e imprensa em um coquetel especial. Já no palco, Thaeme e Thiago cantaram músicas já consagradas na voz da dupla, além de algumas das novas músicas. Fizeram parte do repertório “365 dias”, “6 de janeiro de 2003”, “Hoje não”, “Arrocha”, “Deserto”, “Eu te avisei”, entre outras. A dupla ainda recebeu no palco os “padrinhos” Fernando e Sorocaba, que, além de darem uma palhinha, curtiram a festa direto do camarote.

O novo CD da dupla traz a mistura já tradicional em seus álbuns. Canções mais agitadas, que costumam tocar na pista das baladas sertanejas, sem deixar de lado as músicas românticas, que são grandes destaques na carreira de Thaeme e Thiago. Destaque para “Eu não sou máquina” e “Perto de mim” no grupo das baldas românticas, e “Chega chora”, de Marcos e Belutti, quando se trata das mais agitadas.

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