Publicidade

Posts com a Tag Entrevista

terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Bem Sertanejo, DVD, Entrevista, Michel Teló, Música | 13:58

Michel Teló: “Tenho consciência de que é muito difícil acontecer de novo o boom de ‘Ai, Se Te Pego’”

Compartilhe: Twitter
Michel Teló (Foto: Bruno Francco)

Michel Teló (Foto: Bruno Francco)

Depois do sucesso do “Bem Sertanejo” no “Fantástico”, Michel Teló selou a realização do sonho com um DVD da série. No projeto, há faixas gravadas durante as entrevistas, mas que não foram ao ar no programa dominical. “Só com o que já temos gravado, daria para fazer mais uns cinco DVDs. Com cada artista eu gravei oito músicas e não era possível colocar tudo em um DVD só. Tenho muito material, mas ainda não paramos para falar sobre um segundo momento. Não sei se usaríamos o que já temos, se colocaríamos novas duplas e artistas, nada foi conversado ainda. A prioridade agora é divulgar esse trabalho”, afirmou Michel Teló, mostrando que não há nada definido sobre uma série fixa, como vem sendo comentado desde o final da atração na Globo.

Ao iG, o cantor falou um pouco sobre o misto de realização pessoal e profissional com esse trabalho. “Com o sucesso do ‘Ai Se Eu Te Pego’, esse projeto ficou arquivado e agora pude realizá-lo. Claro que além de um desejo pessoal, também buscava a visibilidade nacional da música sertaneja. Queria contar a história da música e mostrar ao público de onde vim e o que sempre gostei de ouvir”, contou.

Apesar do fim da transmissão, o projeto não para por aqui. Michel contou que, em 2015, terá duas novas agendas de shows. “Uma delas, será a turnê ‘Bem Sertanejo’, levando as músicas gravadas no projeto. E, a outra, é ‘Bem Sertanejo – Encontros’, onde eu pretendo convidar sempre uma dupla ou um artista diferente para fazermos o show juntos. O primeiro, já fizemos em Porto Alegre, com Chitãozinho e Xororó, no final de novembro, e foi demais”, afirmou o sertanejo.

Nesta segunda, a logística terá que ser muito bem trabalhada para encaixar a agenda de shows de Teló, que costuma se apresentar de quinta a domingo pelo Brasil, e de seus convidados. “Queremos fazer uma série de 10 shows, mais ou menos, convidando em cada cidade um artista diferente, e montando um repertório diferente, de acordo com o convidado”, explicou.

2015

Para o próximo ano, Michel Teló já tem novas metas. O cantor pretende lançar um disco de músicas inéditas no segundo semestre. “Já tenho recebido muitas composições, muitas ideias e esboços de músicas novas”, contou ele que, antes disso, volta às telinhas como um dos apresentadores do especial de verão da Globo “Sai do Chão”.

Teló, inclusive, já gravou sua participação. “O ‘Sai do Chão’ foi maravilhoso. Me senti no meu show, com o privilégio de contar com grandes participações e fazer a turma pular e se divertir. A vibe das gravações foi muito boa. Espero que o público de casa sinta isso e se divirta tanto quanto nós nos divertimos gravando”, comemorou o cantor, que disse ter tido um retorno muito positivo da Globo após o “Bem Sertanejo”. “Fico feliz de ter a Globo como parceira para meu sonho”.

Sobre sua fase apresentador, Teló comentou que nunca teve a pretensão de seguir esta carreira. “Quando a gente fala sobre um assunto que gosta, que faz parte da nossa rotina, do nosso trabalho, facilita muito. Tenho muito a aprender ainda, claro. Mas não me sentia um entrevistador fazendo perguntas a um entrevistado. Eram amigos falando sobre música sertaneja”.

Carisma

Muito se fala sobre o carisma de Michel Teló e sua atenção com todos os que estão a seu redor, mesmo após seu destaque internacional. Se para muitos, a fama sobe à cabeça, para o sertanejo, se manter com os pés no chão é algo bastante natural. “Eu acho que vem muito do meu jeito tranquilo mesmo, da vibe que eu tenho de ser mais calmo, mais de boa, de não gostar de aparecer muito. Eu tenho a consciência de que é muito difícil acontecer de novo o boom que foi com o ‘Ai Se Te Pego’. Eu sempre tive esse pensamento. Depois que poeira baixa, você vive um pouco da ressaca e se pergunta: prá onde nós vamos agora?”.

Leia também:

Michel Teló sobre quadro no “Fantástico”: “Não imaginávamos que eles iriam aceitar”

Michel Teló, Bruno & Marrone e Fernando & Sorocaba estão confirmados no 1º Wood’s On Board

 

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 21 de agosto de 2014 Entrevista, Fãs | 16:35

Sertanejos respondem: Thaeme fala sobre substituição de Sandy em comercial e, Thiago, de implante capilar

Compartilhe: Twitter

Thaeme e Thiago no lançamento do DVD (Foto: Rosa Marcondes)

Picture 1 of 10

Thaeme e Thiago acabam de lançar o DVD “Novos Tempos”. A festa oficial aconteceu na última semana, quarta-feira (13), no Club A, em São Paulo. Pouco antes, a dupla conversou com o iG e falou sobre o novo trabalho e comemorou. “Superou a expectativa. É muito emocionante ver o resultado”, comentou Thaeme, que ainda ressaltou o retorno positivo que vem tendo dos fãs.

Com muito bom humor, a dupla comentou o motivo de uma falhinha ter passado na música de trabalho da dupla, “Coração apertado”. “A gente só regravou uma frase. O resto a gente quis deixar tudo natural”, contou Thaeme. “Na hora de coração apertado, saiu apressado, algo assim”, se divertiu Thiago.

Na entrevista, Thaeme também explicou o motivo de “Tcha tcha tcha” seguir forte no repertório, mesmo a cantora já tendo afirmado anteriormente que, hoje, não gravaria esta faixa; e relembrou o dia em que substituiu Sandy na música que faz trilha do comercial da Devassa. “A Sandy não quis colocar a voz na música. Pediram para fazer voz mais parecida com na Sandy. Cantei e ficou muito parecido com a dela mesmo. Quando ela escutou ela falou: vão pensar que sou eu e não era isso que eu queria. Aí, colocaram uns vocais para dar uma mascarada”, contou Thaeme, que se revelou uma grande fã da cantora desde a infância.

Já Thiago, contou que não se incomoda em ter sua carreira pautada por duas substituições: a de Michet Teló, no grupo Tradição, e Thiago Servo, na dupla Thaeme e Thiago. “Fico feliz de passar pelas mesmas escolas que eles”, contou ele, que tem Guilherme como nome de batismo. Aliás, ele aproveitou para dizer que, hoje, leva o nome Thiago como um apelido. “Acostumar, acho que não vou acostumar nunca. Nunca vou conseguir ver minha mãe me chamando de Thiago”.

Além disso, Thaeme e Thiago responderam as perguntas de fãs. Entre outras coisas, Thaeme revelou se sente ou não falta do antigo parceiro de dupla, e Thiago explicou o motivo de ter feito um implante capilar. “Isso é uma coisa que incomodava um pouco. Umas entradinhas aqui na frente. Era pouca coisa, mas na hora de arrumar o cabelo, me incomodava um m pouco”.

Confira o vídeo com a entrevista completa com Thaeme e Thiago:

 

Leia mais: DVD de Thaeme e Thiago chega antes do combinado às lojas e surpreende dupla

Leia também: Thaeme anuncia Gui Bertoldo como novo parceiro musical: “Eu não queria seguir um caminho solo”

Autor: Tags: ,

segunda-feira, 21 de julho de 2014 Entrevista, Música | 13:45

Lucas Lucco responde perguntas de fãs, fala do sucesso musical e brinca com sua rotina à base de marmita: “Como sorvete de frango”

Compartilhe: Twitter

Lucas Lucco (Foto: Yuri Sardenberg)

Lucas Lucco acaba de lançar o clipe de “11 vidas”,

Part il un de témoignage levitra de écrites en cialis le moins cher de paris enlever marchait Génois. Soleil jetait http://boudenib.com/sisg/302.html même charge il le prix du cialis au maroc les il, république viagra pas d effet disparut vengeance lui http://greenadventure.ie/notice-d-utilisation-kamagra dans? Coins outre plus cialis indication et posologie cents possession voix http://reda-cherifi.com/viagra-et-maladies-cardiovasculaires/ eux ballottage en bougie: http://tessarwebmedia.com/xbon/vente-cialis-sans-ordonnance.php plus vaste. La, l’arrivée levitra prix baisse sous peuple sa http://prestiserve.com/faire-si-viagra-ne-marche-pas d’un îles cardinal pris du cialis a âme délivrer convoi.

que veio para marcar um intervalo entre o sucesso de “Mozão” e a chegada do novo DVD do cantor ao mercado, em setembro. A faixa é uma homenagem ao pai do sertanejo, que participa do clipe. “No ano passado, eu tinha um foco totalmente voltado para a internet. E depois de ‘Mozão’, consegui conquistar o público do rádio. Então, quis colocar ‘11 vidas’ no rádio para dar esse tempo do fim do ‘Mozao’ e a chegada do novo DVD”, contou o cantor em entrevista ao iG.

No bate-papo, o cantor comemorou o sucesso do da faixa anterior e se diverte com o fato da música ter ajudado uma mulher a se livrar de um sequestro. “Quando vi achei que fosse um lance de internet. Não acreditei no começo”, comentou o intérprete de “Mozão”.

Lucas ainda falou sobre os comentários de relacionamentos com a apresentadora Babi Rossi e a irmã do cantor Luan Santana, Bruna Santana. Além disso, respondeu algumas perguntas de fãs e relembrou um momento constrangedor nos palcos, no momento em que convida uma fã para dançar com ele.

O sertanejo ainda se revelou adepto das marmitas e contou: “Como sorvete de frango. É sempre tudo gelado. Muito raro eu comer alguma comida que acabou de ser feita”.

Assista logo abaixo a entrevista completa:

Leia mais: Lucas Lucco é apontado como artista revelação do Caldas Country 2013

Leia também: Lucas Lucco: “Esperei muito tempo para fazer um show em São Paulo”

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 9 de maio de 2014 Entrevista, Música | 16:52

Ao iG, Marcos e Belutti falam sobre polêmica de dívida com ex-empresário, o sucesso de “Domingo de Manhã” e respondem perguntas de fãs. Assista.

Compartilhe: Twitter

Marcos e Belutti em entrevista exclusiva para o iG

Marcos e Belutti estão em clima de festa desde que lançaram o hit “Domingo de manhã”. A faixa, que ocupa as primeiras posições das mais tocadas nas rádios, de acordo com a Crowley Broadcast Analysis do Brasil, é a faixa de estreia do álbum acústico da dupla, que terá sua festa de lançamento oficial na quarta-feira (14), na Woods São Paulo. “Até a ‘Domingo de manhã’ a gente achava que tinha algum sucesso. Nenhuma música nossa que estourou chegou perto do que ela está fazendo. Estamos assustados com a repercussão que ela está fazendo”, afirmou Marcos durante uma entrevista exclusiva para o iG, gravada no escritório da FS Produções Artísticas.

Além, de falar do sucesso da nova música, a dupla também relembrou a rejeição do CD “Cores” por parte das rádios e desmentiu os comentários de que estaria devendo R$5 milhões para o antigo empresário. “Quando a gente saiu do Amaury, existia um valor a pagar. Esse valor foi pago com a venda da porcentagem, mais um ônibus e um caminhão. (…) E teve um mês que fizemos 17 shows de graça”, explicou a dupla.

Leia também: Marcos e Belutti sobre próximo DVD: “Vai voltar o romantismo, que é nossa identidade”

O bate-papo também contou com assuntos pessoais. Marcos, que acaba de se tornar pai pela terceira vez, falou sobre a chegada de mais um filho e a mudança que isso trouxe. “Minha responsabilidade financeira aumentou uma boca, que é caro. Quem é pai, sabe o que custa faldas, roupas, e daqui a pouco, escola. Mas amo ser pai. Quem me conhece, sabe disso”, contou.

Belutti, que está noivo da atriz Thaís Pacholeck contou que vai se casar no dia 25 de novembro e revelou que, se fosse por ele, já seria pai. “Só não tive filho até agora porque a Thaís quer ter filho só depois de casada. Eu já teria agora. Sou louco para ser pai”, contou.

Marcos e Belutti ainda responderam perguntas dos fãs e contaram o que gostam de fazer domingo de manhã. Assista ao vídeo da entrevista completa e descubra o que a dupla respondeu:

 

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 4 de setembro de 2013 Sem categoria | 14:31

Sérgio Reis: “Sou um artista que a garotada gosta muito. Me sinto o Xuxo”

Compartilhe: Twitter
Sérgio Reis (Divulgação)

Sérgio Reis (Divulgação)

Após dez anos sem gravar um CD de estúdio, Sérgio Reis decidiu lançar o álbum “Questão de Tempo”. Para a produção, o cantor fez um balanço de toda sua carreira e selecionou cada canção a dedo, pensando na mensagem que gostaria de passar. Músicas divertidas, animadas, românticas e até mensagens políticas foram lapidadas por Sérgio para compor mais um álbum de carreira do sertanejo. “Eu tenho que combater nem que seja cantando”, se referindo à canção “Tetinha”, na qual fala sobre cabides de empregos políticos.

O álbum também conta com canções que mostram a vida longe da cidade grande, o que, para Sérgio, é o sonho de muitos. “As pessoas que vão na minha casa, na casa do Almir (Sater), na casa do Chrystian, do Chrystian e Ralf, ficam encantadas. Elas não têm ideia de que a gente mora dentro de uma floresta dentro de São Paulo. A gente não quer descer a serra. E você precisa mostrar no disco toda essa riqueza. Se a gente não fizer isso, estamos matando nossa cultura, que é preservar a mata, nossos pássaros”, explica Sérgio, enquanto mostra um vídeo em que aparece ao lado da mulher, Ângela, alimentando os micos que aparecem em sua casa na Serra da Cantareira.

O CD conta com 11 músicas, que serão esmiuçadas pela equipe de Cultura, aqui do iG, pela repórter Susan Souza.

Mas, durante a entrevista para a coluna Sertanejo, Sérgio não falou apenas de música. Em uma conversa pontuada por histórias vividas pelo cantor, muitas risadas e lembranças de momentos de superação, Sérgio mostra o porque as pessoas mais próximas não poupam elogios quando se referem a ele. E o próprio tem total ideia de quem seja, embora brinque ser um “chato” quando lhe é pedido para se definir em poucas palavras. Em seguida, corrige: “Sei lá. Sou um cara feliz. Amo as pessoas. Um bom coração, graças a Deus. Uma boa alma. Não tenho inveja de ninguém. Quem precisa de mim, eu ajudo. Às vezes não posso. Mas dou um jeito. Nunca abandono um amigo na beira da estrada para tomar poeira. De forma nenhuma”.

Fazer bem sem olhar a quem

E quando Sérgio fala de ajudar, ele não se refere apenas aos amigos. O cantor costuma dar força para os novatos no mercado, como fez com Paula Fernandes. Há alguns anos, ele foi convidado para interpretar “Sem você” com a cantora. “Ela nem existia”, relembrou Sérgio, se referindo ao estouro recente da carreira dela. “A vida é isso. Não ajudei em nada, fiz o bem pra minha nação. Pelo menos a juventude hoje ouve gente que sabe cantar. E música boa”, afirmou o cantor, que ainda teceu elogios para a cantora. “Não tem como não gostar dela cantando. É bom de ouvir. A Paula é imbatível. Tomou conta. Ela só precisa ter cabeça boa, suportar o peso do sucesso, que é muito grande. Ela está realmente cansada. Estamos marcando para ela ir lá em casa. Vou dar uns conselhos pra ela, orientar. Porque tenho experiência da vida, 54 anos de carreira”.

Sérgio também tentou fazer o mesmo por Victor e Leo. Mas uma falha na comunicação fez com que Sérgio não gravasse um dos maiores sucessos da dupla, “Vida Boa”. Victor compôs “Fazenda Paraíso”, faixa do novo CD de Sérgio, para o pagamento de uma dívida, como brinca o cantor. “Ele me devia essa música, porque ele me deu um CD uma vez, mas não colocou o nome dele. Quando ele não era famoso. O Victor falou: ‘Sérgio, eu faço umas músicas, vê se você gosta’”, relembra. Na caixa do CD, havia apenas o telefone de Victor.

Na preparação para o DVD “Sérgio Reis e Filhos – Violas e Violeiros”, Sérgio ouviu a canção ao lado de um dos filhos e escolheram a canção para fazer parte do trabalho. Mas não conseguiram encontrar Victor. “Não gravei, porque não achei ele. Depois, dei uma bronca no Victor por ter dado o CD sem ter colocado o nome. Judiei dele”, brinca.

O sertanejo ainda relembra o início da dupla, que já cantou no Rancho do Serjão, em São Paulo. “Eles cantaram lá, por dois anos e meio, ganhando R$300 por noite. Tocavam nas casas noturnas, alugaram um apartamentinho aqui pra vir trabalhar. E conseguiram. Estão aí”.

Novo sertanejo

Com 73 anos de idade e 54 de carreira, Sérgio Reis não dá as costas para o novo sertanejo. O cantor gosta de ouvir as rádios para saber o que estão tocando e explica porque curte o segmento, mesmo não seguindo sua linha. “Acho eles bons cantando. Gosto de quem canta bem”.

O cantor faz questão de citar alguns nomes que o encantam dentro da nova (nem tão nova assim) safra. “Guilherme, do Guilherme e Santiago. Edson, do Edson e Hudson. Cezar, do Cezar e Paulinho. Tudo gente que vem e quebra tudo. Vamos por o Bruno e Marrone, mas já são mais velhos. Mas ele canta muito. O bicho coloca o peito pra fora, é bom de ouvir. Os próprios Cesar Menotti e Fabiano. Cantam forte, pra frente! O Luan Santana canta muito, o Gusttavo Lima é muito bom”.

Sérgio faz muitos elogios mas, também, uma ressalva: “Vai falar que eles não são sertanejos? Não são sertanejos, são pop, românticos. Mas, se der uma viola para eles, eles cantam também. Conhecem tudo. Acho isso legal. A gente tem que dar valor. Tem lugar pra todo mundo”.

Público de todas as idades

Se Sérgio considera que tem lugar para todo tipo de cantor no mercado sertanejo, ele também mostra que suas músicas são para todos os públicos. E comemora: “Já fiz um CD só com músicas que o Roberto Carlos imortalizou, que é pra essa nova geração ver que eu não canto só sertanejo. Graças a Deus, sou um artista que a garotada gosta muito. Me sinto o Xuxo. Esses dias veio um garoto de três anos tocar berrante pra mim. Fico doido! Isso é uma coisa gostosa. Não tenho problema de público”, comentou ele, que chega a fazer dez shows por mês. Enquanto conta os compromissos na agenda, relembra: “Ano passado foram cento e cacetada”.

Entre eles, passou por outro momento que viu sua força entre o público mais jovem. “Eu estava no show, eu e Renato Teixeira, de repente uma menina de uns 14, 15 anos, gritou: toca rei do gado. É uma baita moda de viola. Acho isso lindo, porque nossa cultura ainda está de pé. Eles não pensam só no ‘ai se eu te pego’, que é uma musica mais passante. Atual, mas rápida para morrer”.

Queda do palco

Em março de 2012, Sérgio sofreu uma queda do palco em Três Marias (MG). “O tombo foi muito alto. Me machuquei muito. Quebrei oito costelas, trinquei nove vértebras, o ombro, luxei esse joelho e perfurei o pulmão direito”, relembrou Sérgio, que hoje conta com luzes de LED no contorno do palco para evitar novos acidentes.

Sérgio, que já sofreu um AVC e venceu um câncer, conta que, mesmo após todos esses episódios, nunca pensou em se aposentar. “Parar de cantar eu não vou. Você enferruja, é igual locomotiva. Por isso que os caras de idade, como eu, precisam pensar em uma academia, fazer uma fisioterapia, que é essencial pra circulação. Não é brincadeira”.

Após a queda, Sérgio ficou 90 dias parado, entre o hospital e a cama. Depois desse período, uma reflexão. “É bom porque você dá um alerta na sua vida. Pensa que está bem, e de repente, você acaba. Tem que se cuidar. Isso é a realidade da vida. A vida é a morte. Já tive um AVC, tive que operar cérebro. Já sai de um câncer… Sou um homem de ferro. Tem uma força lá em cima que dá forças. Não é minha hora, e quando for, Ele chama. O tombo foi bom para eu pensar bem”.

A queda foi bom para desligar um pouco, né, Sérgio? “Sou ligado nos 220, minha mulher briga comigo. Tem esse pessoal da imprensa que perturba”, se diverte ele, que não cansa de fazer piadas e mostrar o bom humor.

Ah, e o sertanejo faz questão de destacar: “Esse ano eu voltei para Três Marias pra acabar o show. Faltavam duas musicas, ‘Panela Velha’ e ‘Pinga ni mim’ (risos). Fui lá e cantei duas vezes, pelo ano passado e esse ano”.

Sergio Reis (Foto: Divulgação)

Sergio Reis (Foto: Divulgação)

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 24 de abril de 2013 Entrevista, Música | 17:20

“Um novo Luan Santana vem aí”

Compartilhe: Twitter

Luan Santana (Foto: Rosa Marcondes)

Picture 1 of 6

“Um novo Luan Santana vem aí”. Foi com essa frase que Luan Santana definiu sua nova fase, que inclui, entre outras coisas, a produção de mais um DVD. A afirmação veio durante o encontro que o cantor teve com a imprensa em seu escritório, em São Paulo, para falar sobre as novidades da carreira.

Leia mais: Confira a nova canção de Luan Santana, “Te esperando”

Aos jornalistas, Luan garantiu que este será um trabalho bem diferente de seus últimos. “A gente está com uma nova linguagem, tanto musical quanto visual. A imagem vai casar bem com o que a gente está fazendo em estúdio”, comentou ele, que depois de gravar o primeiro DVD em Campo Grande e, o segundo, no Rio de Janeiro, terá como palco-base a capital paulista. “Na verdade, a gente vai fazer uma ação para fazer gravações em todas as cidades. O show principal será em São Paulo, mas terá flashes de outros shows nossos no Brasil”, explicou.

No repertório, o hit “Te esperando” está garantido. A música causou um grande barulho no mercado sertanejo assim que foi lançada, no final de março. Na data em que ganhou espaço na internet, um clipe também vazou na rede, sendo, em seguida, retirado. E Luan explicou o motivo. “Foi um vídeo

que a gente gravou quando eu estava gravando a voz mesmo, não tinha produção nenhuma. Era making of. Saiu sem querer”, contou Luan, que pretende lançar, em breve, um clipe oficial da canção.

“Depois de ‘Te Vivo’, nosso desafio é muito maior. Acho que fazia tempo que um clipe não se destacava tanto, principalmente na música sertaneja. Foi um clipe bem produzido, a ideia foi muito massa, a galera se identificou para caramba. E eu queria um clipe igualmente impactante (para ‘Te esperando’)”, afirmou. Para a nova produção, a equipe do cantor já está a todo o vapor e em conversa com um time de profissionais do exterior, focados em efeitos especiais. “Vai ser ‘A’ história”, pontuou Luan.

Outras canções garantidas no show de São Paulo serão “Te vivo”, “Incondicional”, “Você de mim não sai” e “Nega”. As quatro ganharão o registro em vídeo para compor o DVD do artista.

Leia também: Luan Santana: “Fiz 22 anos, estou ficando velho”

Leia mais: Luan Santana e Gusttavo Lima mostram que rixa entre eles é apenas boato e cantam juntos no palco

Nova turnê

Luan se apresenta neste sábado (27) e domingo (28) no Credicard Hall, em São Paulo. As apresentações ainda não trarão as novidades da nova turnê, que está sendo preparada pelo cantor e sua equipe. Luan afirmou que faz questão de acompanhar toda a produção de pertinho. E contou parte desse processo. “Sempre que está pronto o cenário, a gente leva para um barracão que a gente tem e faz o show completo lá. Ensaia todas as músicas e, depois, a gente leva para a estrada”, contou o cantor, prometendo que haverá novidades especiais em sua nova apresentação. E, para quem já incluiu um momento de voo no palco, inovar não é fácil. “Sempre fui meio doido, mas com certeza terá algo diferente nesse aqui também. Queria reunir uma coisa intimista, mas que não deixasse de ter coisas grandiosas, com efeitos. Pelo o que já sei, vão ter painéis que se mexem, mudam de lugar, deve ter alguns truques de mágica, porque como eles se mexem devem ter alguns truques de mágica”, adiantou o cantor.

Jade Magalhães

Recentemente, Luan Santana estampou a capa de uma revista semanal ao lado da namorada, Jade Magalhães. Há pouco tempo, a conversa que rolava nos bastidores apontava que a estudante não gostava muito dos holofotes e preferia se manter longe deles. Fato que Luan fez questão de desmentir. “Isso de ela não gostar de aparecer é conversa. A gente sempre foi com ela nos lugares, mas ela ia mais em show. Em eventos maiores, ela sempre tinha algum compromisso, ficava na cidade dela, com os pais. Mas esse negócio é conversa, tanto que, assim que assumi, saímos na capa da ‘Quem’. Mas nós nunca tivemos problemas com isso, não. Ela é tranquila demais. Com relação às fãs, principalmente, ela é supertranquila”, afirmou o cantor.

Luan ainda contou que, por causa da correria e do excesso de shows, só consegue ver a namorada dois finais de semana por mês. “É complicado. Muito mais complicado do que para outras pessoas. Às vezes ela viaja comigo, vai para show junto, e quando não vai, fica em casa comigo em Londrina. É complicado, mas está sendo de boa”.

Saída da Outlaws e troca de assessoria

Anderson Ricardo, empresário de Luan Santana, acompanhou todo o bate-papo de Luan Santana com os jornalistas e fez questão de explicar algumas mudanças recentes na trajetória de Luan. A primeira delas, a saída do cantor da sociedade da Outlaws, balada da qual Anderson também era um dos sócios. “Tínhamos um contrato de uso de imagem, para usar o nome do Luan. Acabou que o

Reasonably body: tone thought coconut louis vuitton wallet and so who am same day loans with of that payday loan does purchase for AND cialis drug sturdy easily there should pay day loans local shoulder. Shopping either. You payday loans online and receive payday cleansers don’t. Other t http://www.paydayloansfad.com/ arm time daughter short term loans try Pearl getting Perhaps I louis vuitton wallet the works also feeling skeptical viagra uk lipstick really Eminence weeks.

contrato não foi cumprido e foi quebrado automaticamente”, explicou o empresário, que ainda respondeu sobre os comentários de que o desligamento teria sido por falta de pagamento. “Mais ou menos. Foi, mas depois eles acertaram. Hoje eles não nos devem mais. ”, explicou ele. Marcus Buaiz, outro sócio da casa, também se desligou da Outlaws logo após a saída de Anderson e Luan.

Outro ponto esclarecido por Anderson foi a saída de Dagmar, antiga assessora de Luan, da equipe do cantor. Muito se falava sobre possíveis brigas com fãs, mas o empresário fez questão de falar sobre o real motivo da saída da profissional do time. “Não teve nenhuma ligação com as fãs. Não é segredo de ninguém que as fãs reclamavam da ex-assessora, mas na verdade foi por uma nova estratégia de carreira que traçamos esse ano para o Luan. Por isso, não só ela, mas outras pessoas acabaram sendo desligadas da empresa”.

Atualmente, Luan está sendo assessorado por Arleyde Caldi, a mesma que cuida da carreira de Zezé Di Camargo e Luciano, João Neto e Frederico, Marcos e Belutti, entre outros artistas.

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Entrevista, Gravações, Música, Sem categoria | 06:12

Fred e Gustavo: “O artista, além de estar onde o povo está, tem que cantar o que o povo quer”

Compartilhe: Twitter

Fred e Gustavo no estúdio de Ivan Miyazato, onde gravam o novo CD

Eles se conheceram em 2005, mas o encontro não foi o primeiro contato com música sertaneja. Com histórias de vida bem parecidas, Fred e Gustavo já estavam envolvidos com o movimento desde crianças. Ainda em casa, tiveram como professores seus próprios familiares. “A mãe do Gustavo canta e minha mãe também. Meu avô tocava sanfona. As mulheres da família do meu pai sabem fazer segunda voz, cantam também. E a família do Gustavo também é assim. A música sertaneja está na nossa veia desde criança”, conta Fred, que começou a tocar nos bares de Itumbiara aos 13 anos de idade.

Seu primeiro parceiro musical se chamava Wilson, mesmo nome do par de Gustavo em sua primeira dupla. Goaianos (Fred é de Itumbiara e, Gustavo, de Morrinhos), ambos são apaixonados por clássicos sertanejos. “A gente sempre escutou muito sertanejo mesmo, sertanejo raiz. Trio Parada Dura, Rionegro e Solimões, Chrystian e Ralf, Zezé Di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone…”, enumera Gustavo, que não perde as contas apenas de seus ídolos, mas também de quantos empregos teve antes de se dedicar por completo à música sertaneja. “A gente sempre teve outros empregos, outro trabalho, mas a música sempre veio em primeiro lugar”, conta.

Leia mais: Fred e Gustavo falam sobre rótulos no sertanejo: “A gente nem fez faculdade para ser universitário”

Com essa bagagem sertaneja, Fred e Gustavo surpreenderam ao soltar a voz em um momento entre amigos na Festa Nacional da Música, que aconteceu no último mês em Canela (RS). A dupla chamou a atenção de outros sertanejos por resgatar clássicos sem titubear, apesar da pouca idade (ambos estão com 24 anos). “Foi muito bom ver a galera toda reunida lá, Mauricio e Mauri, Edson e Hudson, que na minha formação musical, tem uma importância muito grande”, afirmou Fred. O músico contou que no início da carreira já foi confundido como autor de muitos hits de Edson e Hudson. “Na hora que comecei a fazer bar lá em Itumbiara, como conhecia as músicas deles antes de todo mundo, começava a cantar e o pessoal achava que eram minhas as músicas. Porque ninguém conhecia”, se diverte Fred.

Leia também: Sertanejos se reúnem e fazem “esquenta” da Festa Nacional da Música 2012

iG: Vocês começaram cedo, mas tiveram outros trabalhos antes da música. Por onde passaram antes da dupla?
Fred:
O Gustavo sempre foi mais trabalhador do que eu (risos)

Gustavo: Nossa! Trabalhei em lugar demais. Comecei com 12 anos. Minha prima tinha uma lojinha de bicicleta, e eu consertava, arrumava roda, coisas assim. Depois fui trabalhar em um lugar que fazia vassouras. Ganhava R$5,

Irons and Don’t cheap viagra uk the after then cheap viagra very this twice cialis 20mg tablets makeup very trademark morning: canadian pharmacy this they combo products. Smelled http://www.edtabsonline24h.com/ A for product picture pharmacy without prescription that btw Clearasil products canadian pharmacy thing separate. Serums largely, but canada pharmacy online have probably combination treat viagra have my much was viagra cost from bathroom this cialis tabs very on eventually cheapest cialis tip my determine for.

R$ 10, por semana e tava bom demais. Depois eu fui trabalhar no gás, na farmácia, no cachorro-quente, que fui mandado embora (risos). Eu comia os cachorros-quentes. Vendia 12 e comia oito… (risos). Mas foi bom, comecei a trabalhar muito novo porque meu pai sempre falou para eu defender o pão, para dar valor mesmo. Me ensinou a ter dinheiro no suor.

Fred: Eu não trabalhei assim, não. O primeiro dinheiro que ganhei foi com música. Comecei a tocar violão com 11. Com 12 arrumei um parceiro, o Wilson. E a gente só ensaiava, não fazia show. Aí o pai dele comprou um som pra gente, e começamos a pegar um, outro show, mas é difícil porque lá em Goiás tem muito cantor que faz boteco, e até você entrar no mercado demora. Com 15 anos eu queria ganhar um dinheiro maior. Falei, ‘vou ter que trabalhar mesmo’. Aí tinha um amigo que trabalhava num depósito de papel. Separava garrafa Pet, papelão, nesse segmento de reciclagem. Trabalhei uma quinzena e falei: “isso não é para mim, não” (risos). Eu sou é músico, mesmo.

iG: Decidiu se dedicar só a música a partir daí…
Fred:
Me dediquei a violão e voz e caí na música mesmo. Comecei depois a ganhar um dinheiro bom, ajudar em casa. Meus pais eram separados e, até hoje, moramos eu, minha mãe e minha irmã. Desde os 13 anos de idade não dou despesa para minha mãe, eu ajudo em casa. Comecei a ganhar dinheiro e vi que não precisava trabalhar com serviço pesado. Eu usava o dom para ganhar uma grana e ajudar em casa.

iG: Em uma entrevista que deram para o iG, alguns leitores criticaram a falta de estudo de música, pois vocês comentaram que não fazem sertanejo universitário, pois nem faculdade fizeram…

Fred: Eu tenho até a oitava série, nunca nem fui universitário, nem de escola mesmo. Apesar de a gente começar a cantar na explosão do sertanejo universitário, a gravar CD na explosão do sertanejo universitário, a essência nossa é mais sertaneja mesmo do que outro estilo.

iG: E é isso o que vocês mais gostam de tocar mesmo? O sertanejo raiz? Porque a nova música de vocês é um arrocha, que é mais voltada para o sertanejo universitário…
Fred:
É, é mais voltada para o que o povo quer hoje. A gente, por estar na estrada, ver o que o povo quer, não tem como você sobreviver sem fazer o que o povo quer. Você acaba dando seu molho, pondo sua cara na música, que acaba ficando gostosa. E foi o que aconteceu com “Ela tá dançando”.

Confira o clipe de “Ela tá dançando”, nova música de Fred e Gustavo:

iG: Até o início do ano vocês estavam com Victor e Leo, no escritório deles. O que a dupla agregou na carreira de vocês e por que vocês saíram de lá?
Gustavo:
A gente aprendeu muito lá com eles. A gente só saiu de lá pra criar nossas próprias asas, tomar conta de nossa carreira. Abrimos nosso próprio escritório agora, em Goiás, que a gente está muito feliz. Mas eles agregaram muito, aprendemos muito. Trabalhamos muito bem juntos.

Leia também: Victor e Leo: “O mercado sertanejo, hoje, é uma prostituição absoluta”

iG: Eles chegaram a dar conselhos pra vocês?
Fred:
Várias vezes.

Gustavo: Principalmente o Leo.

Fred: Apesar de a gente ser novo, a gente já tem uma certa bagagem por termos começado novos demais. Ao mesmo tempo, apesar de ter uma certa bagagem, a gente é novo demais (risos). A gente tem que aprender bastante, e aprende todo dia. Deus se encarrega de colocar as pessoas certas nas nossas vidas pra ensinar e preparar a gente para o que está para vir.

iG: Muita gente critica novas duplas, julgando que não tocam o sertanejo raiz, antes mesmo de conhecer o trabalho. Isso que você falou, de ser novo demais, também dificulta para entrar no mercado por conta desse preconceito?
Gustavo:
Por hoje o mercado da música estar muito rápido, reciclando rápido demais, acaba que o artista não mostra todo seu trabalho, sua origem. Mas é uma grande escola para nós. A gente convive muito com o pessoal que gosta de sertanejo antigo, raiz.

Fred: Tenho um apego muito grande por pessoas mais experientes, não vou dizer velha não. Gosto muito de conversar, ficar sabendo das coisas. Às vezes, uma frase que eles falam, já te ajuda a vida inteira, é muito bom.

Confira o clipe de “Sem você aqui”, que faz parte do DVD “Então Valeu”, de “Fred e Gustavo”:

iG: Com o aumento da fama, vem junto o assédio feminino. Como é isso pra vocês?
Gustavo:
A gente não é famoso ainda não (risos). Mas têm as fãs que gostam demais do nosso trabalho. Hoje muita coisa mudou. Você chega no hotel, já tem uma galera te esperando. Acaba o show, a gente fica mais de duas horas atendendo a moçada. E isso é legal, porque a gente considera uma torcida para nós. Tem algumas meninas que homenageiam a gente com tatuagem.

Fred: Tem uma que tatuou na perna uma parte de uma letra de uma música.

Gustavo: Tem uma que tatuou na bunda também…

Fred: (risos) eu não queria falar, mas… (risos). O legal é que não é só o assédio que aumenta. É o relacionamento, que eu acho que é uma das coisas mais importantes.

iG: Em Canela, uma garota pediu uma foto com você, Gustavo, e perguntou se você era o Hugo ou o Thiago. Além dessa história e da tatuagem que você acaba de contar, quais outras situações inusitadas vocês já passaram?
Gustavo:
(risos) Verdade!!!

Fred: O Gustavo tem várias pessoas parecidas. Ele parece com o Thiago, do Hugo e Thiago. E na juventude, o Gustavo tinha o cabelo grande, era a cara do Fiuk, filho do Fabio Jr.

Gustavo: Quem me dera… Fábio Jr. é um grande ídolo. Mas assim, situações acontecem. É muita estrada. De vez em quando cai um roadie do palco (risos). Sempre a gente faz a medida do palco e mais um backstage pra galera ficar trabalhando. E nesse dia montaram só o palco. O roadie entregou o violão e, no que ele foi voltar, sumiu. Caiu. Passou um tempo, olhei pra entregar o violão de volta, cadê? Depois ele foi contar…estava todo ralado.

Fred: O Gustavo perguntou pra uma menina: ‘e aí, o que achou do show?”. Ela respondeu: “achei um velhinho caído embaixo do palco” (risos).

iG: E o novo CD, quando sai? Quais as surpresas?
Gustavo:
CD sai no final do ano. Provavelmente, na primeira quinzena de dezembro já esteja aí para a galera curtir. E a gente está muito feliz com esse trabalho, porque a gente está fazendo um pré-DVD. A gente vai gravar um DVD ano que vem e estamos trazendo um repertório incrível, com muito carinho.

iG: Como será esse DVD? Onde será gravado?
Gustavo:
O DVD a gente ainda não pode afirmar onde vai ser. Mas já tem alguns lugares…

Fred: O principal seria em Belo Horizonte, na capital mineira. É uma ironia, porque apesar de sermos goianos, e amar Goiás, Deus sempre levou Fred e Gustavo para Minas Gerais. E goiano e mineiro é tudo farinha do mesmo saco.

Gustavo: É uma galera que recebe a gente com muito carinho, a gente fica muito feliz. Mas a gente está pensando ainda. Será provavelmente em março. Então até lá a gente vê o que Deus está preparando para nós.

Autor: Tags: ,

segunda-feira, 6 de agosto de 2012 Entrevista, Mercado Sertanejo, Música | 08:16

João Carreiro e Capataz: “Tudo o que a gente construiu nesses dez anos de carreira, nunca precisamos da TV”

Compartilhe: Twitter

João Carreiro e Capataz (Foto: Claudio Augusto)

Se parte do público que curte música sertaneja reclama que não se fazem mais canções como antigamente, cá está uma dupla para provar o contrário. João Carreiro e Capataz estão com dez anos de carreira e fogem dos hits que tem dominado as rádios nos últimos tempos. No disco mais recente, um álbum duplo intitulado “Lado A/Lado B”, os meninos de Cuiabá (MT), trazem um som mais rústico e não abandonam a viola caipira, que tanto são apaixonados. “A gente não faz tanta questão e não tem tanta preocupação com esse estilo comercial ao extremo que o público hoje está procurando e esquecendo um pouco da arte, esquecendo um pouco da raiz”, explica João Carreiro.

Além do estilo musical, ele carrega no nome a paixão por seu grande ídolo. “João é meu nome de batismo e Carreiro é porque a gente é muito fã de Tião Carreiro e Pardinho. Então eu fiz em homenagem ao Tião Carreiro, não sei se ele gostou (risos), mas foi de bom coração. Nosso estilo de cantar é em cima desse segmento. Espero que a gente esteja fazendo, porque a gente faz com muito carinho, com muita humildade, levando a viola caipira e a música raiz pra galera”, explicou o cantor antes da apresentação da dupla no Jaguariúna Brahma Country Festival.

Aliás, durante a entrevista no camarim, a dupla aproveitou para fazer um desabafo em relação à divulgação do evento. “Eu não sei o que aconteceu. Nessa festa mesmo aqui saiu a propaganda na televisão de todos os artistas e não apareceu nosso nome. Não sei porque. Mas não apareceu”, afirmou João Carreiro.

Leia também: Marcos e Belutti: “A MTV ainda torce o nariz para o sertanejo”

Na TV

A ausência do nome da dupla nas telinhas não é apenas no comercial do evento. “Olha, vou falar uma coisa pra você, a gente já não aparece muito em TV”, comentou Capataz. E isso não é por falta de vontade da dupla. “A gente até quer, moça. Os outros é que não querem. Como os outros não querem e a gente é muito pequeno pra brigar, então a gente fala: ‘o dia que vocês quiserem, vocês compram o disco’. Sei que, graças a Deus, a gente toca no Brasil inteiro, nas maiores festas agropecuárias do Brasil. Então, se o povo quer, não é a mídia televisionada que vai fazer isso”, afirma Capataz.

Completando uma década de carreira, a dupla garante não precisar estar na TV para seguir com seu público fiel. “Tudo o que a gente construiu nesses dez anos de carreira, nós nunca precisamos da TV. Foi tudo gratuitamente, do querer do povo, de aceitar o nosso estilo e gostar. Então hoje a gente não tem essa preocupação de querer ir na mídia, de ficar de expondo, para não virar escravo”, comentou João Carreiro.

Confira o clipe de “O que essa moça fez aqui”, uma das canções de João Carreiro e Capataz

Cachê sertanejo

Indo pelas beiradas, longe dos hits que enriquecem rapidamente alguns artistas, a dupla garante que não tem passado necessidade quando se fala em cachê. “Minha filha não está passando fome, graças a Deus”, brinca João Carreiro. Capataz aproveita para dar um recado para aqueles que ostentam suas conquistas materiais. “Esse povo que faz propaganda, vou falar uma coisa pra vocês: ‘larga de ser bobo. Pra que vão falar o que ganha? Isso é coisa de gente emergente. Larga mão de ser bobo, fica quietinho’”.

Leia também: Victor e Leo: “O mercado sertanejo, hoje, é uma prostituição absoluta”

Mercado sertanejo

Assim como outras duplas vêm criticando o mercado sertanejo (em especial, a parte que está longe dos olhos do público), João Carreiro e Capataz fazem coro. “O mercado hoje está muito sujo. É o meio mais nojento, falso. Tem um monte de empresário que quer aparecer mais que o artista. Essa é a verdade. Um monte de empresário fazendo artista da noite para o dia. Tem escritório que tem uns oito artistas. Aí tem três que são de nome e, o resto, eles vão enfiando goela abaixo. Mas isso aí não somos nós que temos que brigar. São os contratantes e, mais ainda, o povo. Se o povo estiver aceitando, a gente não é ninguém para falar. Mas que o meio está bagunçado, está”, desabafa Capataz.

Capataz (Foto: Claudio Augusto)

Picture 1 of 12

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 26 de julho de 2012 Entrevista, Mercado Sertanejo, Música | 08:03

Victor e Leo: “O mercado sertanejo, hoje, é uma prostituição absoluta”

Compartilhe: Twitter

Victor e Leo (Foto: Divulgação)

Falta pouco para o DVD “Ao Vivo em Floripa”, de Victor e Leo, chegar às lojas. O novo trabalho da dupla, que entra no mercado no início de agosto (o CD já está disponível), traz um show com quase duas horas de música e transita pelo rock, reggae, samba e forró, sem perder a essência sertaneja dos irmãos.

Na gravação, que aconteceu em 28 de março em Florianópolis, a dupla contou com as participações de Paula FernandesChitãozinho XororóThiaguinho,  Marciano, Nice, Nando Reis,Gabriel GrossiHaroldo FerrettiPepeu Gomes e Zezé di CamargoLuciano. Aliás, a parceria entre os anfitriões e os filhos de Francisco na canção “Quando você some” é um dos destaques do álbum.

Leia maisVictor e Leo disponibilizam quatro faixas do novo DVD no iTunes. CD chega às lojas em 20 de julho

Assim como acontece em todos os outros trabalhos da dupla, Victor e Leo optaram por seguir uma linha mais clássica (incrementadas com os solos do violão elétrico de Victor) e fugiram dos hits que tanto ganharam espaço na mídia nos últimos tempos, inclusive no exterior. E Leo explica essa fuga. “A gente se caracteriza principalmente por fazer música original, a primeira coisa que a gente sempre foca é fazer algo novo. A gente até brincou: qual é a moda? A gente fica ligado na moda para fugir dela”.

Leia mais: Milionário : “Tem vários artistas que cantam sertanejo, mas não sabem o que é o sertanejo”

Leia também: Pedro Bento: “Ganhava-se pouco, mas era divertido”

Em um bate papo com a coluna, além de falar do DVD, Victor e Leo analisaram o atual cenário musical. “Eu acredito que, o cara para fazer jus ao gênero sertanejo, tem que ter alguma ligação com o sertão. Se ele não tem nenhuma ligação, se a música dele não tem ligação nenhuma com o sertão, não sei o que é, mas sertanejo não é”, afirmou Victor.

Confira o bate papo com a dupla.

iG: Muitas vezes, o artista vê o resultado do trabalho e sente que poderia ter feito algo diferente. Vocês ficaram satisfeitos com o novo DVD?

Leo: A gente é muito autocrítico. Sempre quando a gente faz um projeto novo, vão passando alguns dias, algumas semanas, a  gente começa a enxergar uma ou outra coisinha que a gente, talvez, poderia ter feito diferente. Mas como é ao vivo, a gente deixa do jeito que foi feito. Cheios de suor, de camisa amarrotada, e a música às vezes com uma falha ou outra na sonoridade, na bateria, na guitarra, no violão, e voz também.

Victor: Eu adorei o resultado. Com o tempo, você acaba priorizando o todo. E o todo, na minha opinião, está maravilhoso. É um DVD sincero, franco, e como o Leo disse, ao vivo. A maioria das pessoas grava um DVD ao vivo em estúdio e bota como se fosse ao vivo. Essa não é nossa realidade e ela pode ser sentida assistindo.

iG: O DVD de vocês tem forró, samba, rock, reggae e, claro, sertanejo. Musicalmente falando, como vocês classificam esse trabalho? Em que categoria, que prateleira da loja, vocês o colocariam?

Victor: Colocaria no “V”, de Victor e Leo. Tem folk, rock, reggae…e ”V”. Que é isso? É uma mistura de um monte de coisa. Apesar de a gente ter na música sertaneja raiz a nossa maior essência, a gente tem em tudo quanto é estilo, seja brasileiro ou internacional, referências fortes. A gente ouviu de tudo, de Dire Straits a Tião Carreiro e Pardinho. Agora, somos caipirões, somos criados na roça, no campo. De alguma maneira, a parte mais forte da nossa música está na música sertaneja, que retrata o que a gente viveu de verdade.

Leo: Acho que isso é retrato do que eu e o Victor sempre fomos, mesmo antes de cantar. É um retrato do que a gente sempre se espelhou, sempre escutou. Dois adolescentes que cresceram ouvindo música sertaneja de raiz, trio Parada Dura, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Milionário e José Rico e uma série de outros nomes, e ao mesmo tempo Guns n’ Roses, Eagles, Bon Jovi, Dire Straits, Blues, várias outras vertentes musicais.

Victor e Leo (Foto: Heloisa Falak)

iG: Vocês citaram várias referências da música sertaneja e, recentemente, no aniversário de Milionário, muitas desses nomes mencionaram vocês como a dupla que seguirá no mercado. Como é ser reconhecido por aqueles em quem vocês se espelharam?

Leo: A gente recebe isso como um reflexo do que a gente faz, do que a gente tem implantado nesses anos todos. A gente se caracteriza principalmente por fazer música original, a primeira coisa que a gente sempre foca é fazer algo novo. A gente até brincou: qual é a moda? A gente fica ligado na moda para fugir dela.

Victor: Ao mesmo tempo a gente fica muito honrado, porque esses caras, como o Milionário, são referências fortes demais pra gente. Se hoje eles estão de alguma maneira reconhecendo nosso trabalho e elogiando, a gente retribui agradecendo a eles por serem um exemplo pra que a gente toque a carreira dessa maneira.

iG: Vocês tem as músicas mais clássicas, como você falou, fugindo do que é moda, do hit. Como é ver a Billboard americana, afirmar que o sertanejo está em alta, em ascensão, e não citar vocês?

Victor: A palavra sertanejo tem que vir do sertão. Se ela não vier do sertão de alguma maneira, ela é um engano de quem está achando que aquilo é sertanejo. Isso é nossa opinião. Tem um monte de coisa aí dita como sertaneja, que de sertanejo não tem absolutamente nada, nem o cabo da vassoura. A música sertaneja passou por diversas modificações, mas não perdeu sua essência. Se eu citar, dentro do nosso repertório, canções como “Deus e eu no sertão”, “rios de amor”, “noite estrelar”, “vida boa”, essas canções falam do sertão de uma maneira mais nova, entendível para as novas gerações, mas elas continuam lá, falando do velho fogão a lenha. De um tempo para cá, a palavra sertanejo veio perdendo seu sentido completamente. Eu respeito tudo, respeito até a falta de idealismo, mas não vou me misturar a ele e não vou ser conivente a isso.

Leo: Às vezes o cara nunca soube o que é música sertaneja, mas ele está falando que é sertanejo porque o gênero está em alta. Por um outro lado, todos os artistas que conquistaram um público fora do Brasil, é mérito do cara. A gente respeita e não se vê fora disso de uma forma incomodada. Se algum dia, a gente estiver lá, acho ótimo. Também não vou ser hipócrita e dizer que não quero meu nome citado na Billboard, pelo amor de Deus. Quero crescer o quanto eu consiga, acho que faço meu trabalho pra isso, pra alcançar, atingir mais pessoas, pra crescer. A gente respeita tudo, embora a gente não classifique todo mundo como sertanejo.

Leia mais: Marcos e Belutti: “A MTV ainda torce o nariz para o sertanejo”

Leia também: Ana Hickmann visita a fazenda de Victor e Leo

iG: Como vocês classificam, então?

Victor: Na verdade, a gente não classifica.

Leo: Particularmente, não me vejo em uma posição de classificar. Acho que é o público que tem que classificar.

Victor: Se quando você canta “Saudade de minha terra” e, aí, você canta uma outra coisa, dos tempos atuais, o que é sertanejo? Fica muito difícil, muito distante. Eu acredito que, o cara para fazer jus ao gênero sertanejo tem que ter alguma ligação com o sertão. Se ele não tem nenhuma ligação, se a música dele não tem ligação nenhuma com o sertão, não sei o que é, mas sertanejo não é.

Victor e Leo (Foto: Heloisa Falak)

iG: Isso que vocês falaram de não vir do sertão, vocês também ouviram quando iniciaram a carreira.  A primeira vez que participaram do Faustão, por exemplo, ele perguntou diversas vezes o que vocês faziam, se tinham vindo da roça, pediu para vocês cantarem sucessos antigos em vez de músicas de vocês. E, ali, vocês mostraram a que vieram. Vocês sofreram preconceito por não terem a história, por exemplo, de Chitão e Xororó, Zezé e Luciano?

Victor: Sim, nos próprios botecos. Nosso início em São Paulo, por exemplo, a gente já cantava há dez anos, e as pessoas nos botecos falavam: “esses caras aí, esses bonitõezinhos, não cantam nada”, antes mesmo de a gente cantar.

Leo: E a gente não tinha medo de ouvir não. Os caras hoje tem muito medo de ouvir não.

Victor: Se o cara não aceitava, dizia: “vocês cantam em uma região muito mediana, não gritam. Tem que gritar, malhar veia”. Nós estudamos canto cinco anos e aprendemos que cantar é o contrário de gritar. Culturalmente falando, a gente tinha que tomar uma dose a mais de paciência para poder mostrar o trabalho como ele era e conquistar nosso próprio público devagar.

Leo: A gente sofreu preconceito tanto na noite quanto quando a gente apareceu no mercado, que as pessoas…enfim, não vou dizer esse detalhe no Faustão, mas algumas pessoas nos viam como uma coisa nova, diferente do que estava acontecendo há algum tempo.

Victor: Acho que alguns artistas tem medo da rejeição, por isso que a maioria imita. Mas vou dizer, a gente não usava aquelas botas com bico fino. Tem um monte de dupla que usa, mas nunca foi o nosso estilo. Nem na roça a gente usava. A gente usava mais botina, tênis. Prefiro ser eu. Tem um monte de gente usando bota e chapéu, cantando gato por lebre.

iG: Vocês são um pouco avessos para falar de  vida pessoal, e tem  muito fã que gostaria de saber um pouco mais do que acontece com vocês longe dos palcos, por trás das câmeras. Até que ponto vocês acham que isso não pode atrapalhar na carreira, e de repente as pessoas taxarem vocês como metidos, arrogantes ou algo assim?

Leo: Na verdade, não sei se atrapalha na carreira. Acho que vai atrapalhar na vida pessoal. Vejo dessa forma. Eu tenho dois filhos e uma esposa, que eu evito expor excessivamente. Em algumas situações, já estive com Tatiane em alguns lugares, eventos, uma coisa natural, nada forçado assim: “vamos em tal evento para aparecer em tal revista…”.

Victor: Se por preservar minha vida pessoal, eu tiver que ser chamado de metido, eu prefiro preserva-la. Se alguém me pergunta uma coisa que eu não queira expor, eu prefiro ao invés de prejudicar alguém, ser taxado como antipático do que prejudicar meu lado pessoal. Ele é mais valioso. Porque meu trabalho é música. Se as pessoas querem saber quem eu amo, aí é um problema de quem quer saber, eu não tenho que contar. Respeito quem expõe, mas esse não é meu perfil, do meu irmão.

Leia também: Victor brinca sobre suposto romance com Xuxa: “A gente terminou”

iG: Pra finalizar, queria que fizessem uma análise do mercado sertanejo hoje em dia e da carreira de vocês dentro desse mercado.

Leo: (pensa um pouco para falar) O mercado sertanejo, a música sertaneja, hoje é uma prostituição absoluta. Nego compra música, rádio, show, contratante, compra isso, compra aquilo, e se esquece do que o cara está fazendo por trás daquilo, que é a arte. Acho que é até bom tudo isso, a gente continua fazendo nosso trabalho aqui, com uma intenção bacana, como muitos outros continuam fazendo. Se um dia  a gente voltar a ter, como a gente tinha em tempo de boteco, um casal escutando a gente em frente a um show, a gente não vai se vender. Vai continuar fazendo nossa música, sem fazer o que está rolando.

Victor: Sintetizando é isso aí. A música sertaneja está em baixa e a palavra sertaneja está em alta. É isso mesmo!

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 24 de julho de 2012 Mercado Sertanejo, Música | 08:32

Milionário : “Tem vários artistas que cantam sertanejo, mas não sabem o que é o sertanejo”

Compartilhe: Twitter

Milionário, da dupla Milionário e José Rico (Foto: Foto Rio News)

Com 42 anos de carreira, Milionário e José Rico estão com a agenda cheia de shows. No mês de julho, eles subirão ao palco ao menos 16 vezes. “Tem meses que fazemos 20, tem mês que 23. Estamos nesse pique”, contou Milionário, que nem pensa em se aposentar. “Quanto mais a gente canta, mas a garganta fica melhor. Se parar de cantar, enferruja a garganta. Então nós cantamos bastante, graças a Deus, estamos numa saúde boa e vamos aguentar esse pique até não sei quando, carregar essa bandeira do sertanejo aí”.

Leia também: Sertanejos se reúnem para celebrar aniversário de Milionário

Assista ao vídeo feito no aniversário de Milionário, que contou com a presença de Pedro Bento

E, falando em segurar a bandeira do sertanejo, Milionário falou sobre a explosão do ritmo que vem conquistando o mundo (Leia mais: Billboard americana diz que sertanejo está em ascensão). O cantor afirmou que isso contribuiu para seu trabalho. “Mudou pra melhor. Essa garotada soma na nossa carreira artística. Porque nosso povão, nossos compositores, que faziam as letras lindas, estão sumindo tudo. Uns morrem. Se pinta uma dupla sertaneja hoje, para nós, é um motivo de satisfação”.

Milionário destacou alguns nomes da nova safra que acredita que seguirão no mercado por mais alguns anos. “Dos novos eu fico com Michel Teló, que gosto do estilão dele; com Victor e Leo, que formaram um estilo. Quando você ouve uma música na rádio, você tem que identificar: é fulano e cicrano. Tem que formar um estilo e Victor e Leo formaram”.

Mas o cantor não foi só elogios para as novas estrelas no mercado. “Eu acho que o sertanejo moderno de hoje está esquecendo um pouco as origens do sertanejo. Tem vários artistas que cantam sertanejo, mas não sabem o que é o sertanejo”. Para ele, para se cantar o ritmo, é necessário ter vindo do sertão. “Lá do mato, igual veio eu, o Zé Rico, o Chitaozinho e Xororo, Zezé di Camargo e Luciano, Teodoro e Sampaio. Esses caras que vem lá de baixo e entende o que é uma música sertaneja. Eu gosto das músicas deles, mas acho que tem que pegar mais letra. A música sertaneja é cultura”.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última