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sexta-feira, 6 de junho de 2014 Entrevista, Lançamento, Música | 17:27

Empresário de Victor e Leo aposta em nova dupla sertaneja: “Vale a pena arriscar todos os dias”

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Welington e Nillo (Foto: Divulgação)

Welington e Nillo acabam de lançar o CD “Decifrar” (físico e virtual) e o clipe de “Primeiro Olhar” (assista abaixo), música que abre o disco da dupla. Assim, aos poucos, o trabalho dos sertanejos vai sendo difundido pela internet. O que pouca gente sabe ao ouvi-los é que, embora pouco conhecidos, eles têm uma forte relação com uma famosa dupla. Welington e Nillo são empresariados por Alexandre Mello Soares, o mesmo que estourou Victor e Leo e segue com eles até hoje.

Aos 41 anos de idade e trabalhando desde os 12 com o show business, Alexandre já trabalhou com algumas duplas sertanejas antes de Victor e Leo, mas, desde então, só havia apostado em Fred e Gustavo, parceria que não deu muito certo. Depois disso, resolveu acreditar em Welington e Nillo e, há um ano, conta com os artistas no escritório Clube do Cowboy. “Depois que meu foco deixou de ser somente a produção de eventos e passou para o empresariamento, e o Victor & Leo virou uma realidade, a gente sempre teve uma expectativa de gostar de uma música que possa tocar nos ouvidos e que as pessoas possam gostar de ouvir. Dentro disso tive contato com vários outros artistas, mas o que me chamou a atenção em Welington e Nillo foi a originalidade deles. A essência de uma música desenvolvida, criada, composta e produzida por eles. Vi um diferencial ali, que realmente me tocou”, contou Alexandre durante entrevista ao iG em seu escritório, em Uberlândia, Minas Gerais.

A meta agora é fazer com que o mercado e o consumidor de música sertaneja entenda o som da nova dupla. “A música do Welington e Nillo, eu acredito que, como é feita na essência deles, a gente precisa testar ela nas rádios, para o mercado ouvir e ver se conseguem entender a musicalidade deles. Eu, particularmente, entendi e gostei, tanto de letra quanto de melodia. Então nossa ideia é tentar mostrar para o maior número de pessoas para a gente ver qual vai ser a reação delas a cada dia, a cada execução, a cada compra na internet, a cada evolução”.

Para isso, Alexandre tem alguns caminhos já planejados e traçados. A ideia é focar em oito Estados brasileiros, colocar a faixa em rádios e deixar o álbum disponível em sites de compras, como o iTunes. “Hoje, a internet e a comunicação estão realmente unidas. Então o que imagino, se várias pessoas em uma região menor gostam daquilo, aí a gente já consegue dominar mais uma outra região”, explica o empresário, que acredita muito no tão falado boca a boca, o que ele chama de “efeito formiguinha”.

Carreira

Welington e Nillo ganharam espaço em um escritório que recebe cerca de 15 trabalhos diferentes por semana, de artistas que, como eles, almejam um lugarzinho ao sol, um espaço no mercado sertanejo. “São ‘paitrocinadores’, amigos dos amigos, primos dos colegas… Realmente muita gente que quer tentar de uma maneira ou de outra mostrar o trabalho”, conta.

A busca pelo escritório tem alguns motivos especiais. Victor e Leo como vitrine, claro, é um deles. Mas, para Alexandre, não é o principal. “O grande segredo disso é mais o que a gente vive como um todo. A forma de gerir, a maneira, a transparência com as atitudes e principalmente a organização, a maneira de conduzir com seriedade. O Gino, do Gino e Geno, que é uma dupla que ficou pra separar várias vezes e foi fazendo sucesso quando eles já estavam com mais de 30 anos de carreira, me falou uma coisa muito interessante e eu nunca esqueci: ‘Alexandre, na música, o tempo de Deus é outro’. A gente nunca sabe qual é o momento. E como a gente não tem uma bola de cristal, eu sempre estou confiando no que o artista consegue desenvolver, para que, depois, a gente possa mostrar de maneira inteligente, para que tenha potencial de venda para o artista e para o escritório”, explica Alexandre, que não costuma se intrometer na parte artística, apenas na comercial e na gestão de negócios.

Entre as tentativas, Alexandre não revela se perdeu muito dinheiro. Mas garante: “o saldo é positivo. O que vale é isso. Se a gente somar o que deu de alegria e o que deu de tristeza, com certeza o saldo é positivo e vale a pena a gente arriscar todo o dia. Mas eu ainda continuo apostando na musicalidade. Nada substitui uma boa música”.

Àqueles que desejam ter os olhos de Alexandre voltados para si, algumas dicas. “A musicalidade é uma das coisas mais interessantes. Hoje, um bom profissional jamais pode falar que uma música não pode dar certo e jamais pode falar que uma música vai dar certo. Conheço artistas que tem domínio excelente de voz e não conseguem realmente que a música seja nacional, e outros que não tem o mesmo domínio e passam uma essência que consegue ser nacional. O que procuro ver é o talento, a musicalidade, o caráter, a vontade de querer crescer. É o que realmente me motiva e achar um equilíbrio para trabalhar junto”.

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